TEXTO ÁUREO
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15.58)
Perto do mar da Galileia, uma multidão enorme seguiu Jesus até um monte. Quando a tarde caiu, todo mundo estava com fome e não havia onde comprar comida — a conta dos discípulos não fechava de jeito nenhum. Foi então que André achou no meio da gente um menino com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Ele podia ter guardado o lanche só para si, mas entregou tudo nas mãos de Jesus. Jesus deu graças ao Pai, repartiu, e todos comeram até se fartar: ainda sobraram doze cestos. O menino deu o pouco; o milagre foi de Jesus — o mesmo que depois diria: Eu sou o pão da vida.
Imagine um monte verde perto do mar da Galileia, no fim da tarde. Sentada na relva, uma multidão enorme: cinco mil homens, e ainda as mulheres e as crianças que estavam junto. Gente que não acabava mais.
Todo mundo tinha passado o dia ali, ouvindo Jesus e vendo Ele curar os doentes. Só que o sol estava caindo — e todo mundo estava com fome. E não havia padaria, nem mercado, nem ninguém para trazer comida naquele lugar.
No meio daquela gente toda, tinha um menino. Ele não era rico, não era famoso, e a Bíblia nem conta o nome dele. Ele tinha só uma coisa: um lanche bem simples, cinco pães e dois peixinhos.
A história de hoje está em João 6. E ela faz uma pergunta que é para você também: o que você tem parece pouco — você entrega ou guarda?
I — A conta que não fechava
Jesus foi o primeiro a reparar na fome daquele povo:
"Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?" (Jo 6.5).
Repare que Jesus perguntou para Filipe. Mas a Bíblia logo explica por quê: "Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer" (Jo 6.6). Ou seja: Jesus já tinha o plano pronto na cabeça. Ele não estava com dúvida nenhuma. Ele queria ver o que Filipe ia responder.
E Filipe fez o que muita gente faz quando o problema é grande: pegou o lápis e foi calcular.
"Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco" (Jo 6.7).
Traduzindo a resposta dele: "Senhor, não dá. Mesmo que a gente tivesse muito dinheiro, ainda assim não dava nem para cada um comer um pedacinho."
Filipe não estava mentindo. A conta dele estava certinha. Só que ele tinha esquecido de colocar uma coisa na conta: Jesus.
🏛 Curiosidade — quanto era "duzentos dinheiros". Naquele tempo, um "dinheiro" (a moeda chamada denário) era o pagamento de um dia inteiro de trabalho de um homem. Então duzentos dinheiros eram mais de seis meses de trabalho! Era muito dinheiro mesmo — e ainda assim não ia dar. O problema era grande de verdade.
II — A lancheira mais simples do mundo
Enquanto Filipe fazia as contas, outro discípulo estava olhando para as pessoas. E achou alguém.
"E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?" (Jo 6.8,9).
Olha só o jeito que André falou: ele achou o menino, levou o menino até Jesus — e no mesmo fôlego já disse "mas isso não vai dar para nada". Até quem levou o pouco achou que o pouco era pouco demais.
E o menino? Ele entregou. Podia ter escondido a sacolinha atrás das costas. Podia ter comido caladinho, num cantinho, e ninguém ia nem saber. Mas ele colocou tudo o que tinha nas mãos de Jesus.
🏛 Curiosidade — pão de cevada e peixinho salgado. A cevada era o grão mais barato daquela época, o pão das famílias pobres — duro, escuro, sem muito sabor. E os peixinhos não eram peixe fresco na travessa: eram peixinhos pequenos, salgados e secos, do jeito que se guardava comida numa época em que não existia geladeira. Ou seja: o menino não levou o melhor lanche do mundo. Levou o lanche que ele tinha.
❤ Para o coração da criança. Pense no que passou pela cabeça daquele menino. Ele viu a multidão. Ele ouviu o adulto dizer, bem na frente dele, que aquilo ali não servia para nada. E entregou assim mesmo. Você já sentiu que o que você tem é pequeno demais? Sua oração é curtinha, sua letra ainda é torta, sua voz desafina no louvor, sua ajuda em casa é miudinha. O menino também tinha pouco. E foi exatamente o pouco dele que Jesus usou.
III — Jesus deu graças, e o pão não acabava
Agora vem a parte mais linda.
"E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil" (Jo 6.10).
Primeiro Jesus organizou todo mundo. Depois:
"E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam" (Jo 6.11).
Antes do milagre, Jesus agradeceu ao Pai. Com cinco pãezinhos na mão e cinco mil bocas na frente, Ele deu graças. E aí foi partindo, e entregando, e partindo, e entregando — e o pão não acabava. Todo mundo comeu quanto queria, até ficar satisfeito.
Quando terminou, ainda teve um detalhe que mostra o cuidado de Jesus:
"E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido" (Jo 6.12,13).
Faça a conta com os dedos: começou com cinco pães. Terminou com doze cestos cheios. Sobrou muito mais do que tinha no começo.
E as pessoas entenderam que aquilo não era coisa de gente: "Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o Profeta que devia vir ao mundo" (Jo 6.14).
O tamanho do lanche nunca foi o problema. O que mudou tudo foi de quem eram as mãos que seguraram o lanche no final.
🏛 Curiosidade — "para que nada se perca". Jesus acabou de fazer comida aparecer do nada — e mesmo assim mandou juntar os pedacinhos do chão. Quem pode tudo é justamente quem não desperdiça nada. Se Ele cuida de um pedaço de pão, imagine se Ele não cuida de você.
Cristo na lição
É aqui que a lição de hoje encontra o seu lugar.
Se a história parasse no menino, ela viraria só um conselho: "seja bonzinho, divida as suas coisas". Dividir é bom, mas não é esse o coração da história. Repare bem: o menino entregou; quem multiplicou foi Jesus. O menino não fez milagre nenhum. Ele só não guardou.
E, no dia seguinte, o povo foi atrás de Jesus querendo mais pão. Aí Ele explicou o que aquele milagre queria dizer de verdade:
"E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" (Jo 6.35).
Entendeu? Aquele pão do monte matou a fome de um dia. No dia seguinte, todo mundo teve fome outra vez. Mas existe uma fome maior do que a da barriga: é a fome que o coração tem de Deus. E essa fome só uma Pessoa mata — Jesus.
Muito tempo antes, no deserto, Deus tinha mandado o maná do céu para alimentar o povo de Israel todos os dias. O maná sustentava o corpo. Jesus é o Pão vivo que desceu do céu para dar vida para sempre.
E olha como Ele fez isso. No monte, Ele tomou o pão, deu graças e o pão foi partido para alimentar a multidão. Na cruz, foi o próprio corpo dele que foi entregue e ferido, para pagar o nosso pecado e nos dar vida eterna. Ele morreu, ressuscitou no terceiro dia e está vivo. Quem crê nele e pede perdão dos seus pecados recebe essa vida.
Na lição passada você viu Jesus entrando no quarto de uma menina que todo mundo já tinha desistido, e devolvendo a vida dela. Hoje você vê o mesmo Jesus pegando o lanche de um menino que todo mundo achou insuficiente — e alimentando uma multidão com ele.
Ele não precisa do seu muito. Ele quer o seu pouco entregue de coração.
Aplicação Prática
- Entregue em vez de guardar. O menino podia ter escondido a sacolinha e ninguém saberia. Quando você perceber que dá para ajudar com o que você tem — o lápis, o lugar na fila, o seu tempo, a sua ajuda — entregue. Não fique calculando se vai fazer diferença; isso é com Jesus.
- Não espere ficar grande. Ninguém precisa esperar crescer para servir a Deus. Você pode orar, cantar no louvor, chamar um amigo para a EBD, ajudar a professora a guardar o material, cuidar do irmão menor. É privilégio servir a Deus, e não tem idade mínima.
- Ofereça o que você já sabe fazer. Desenhar, escrever bonito, cantar, organizar, ouvir com atenção, ser gentil com quem chegou hoje. Coloque isso na mão de Jesus — Ele sabe o que fazer com o que parece pequeno.
- Agradeça antes. Jesus deu graças antes de o milagre acontecer, com cinco pãezinhos na mão. Agradeça a Deus pela sua comida, pela sua casa e pela sua família mesmo nos dias em que parece pouco.
- Não desperdice. "Para que nada se perca", disse Jesus (Jo 6.12). Não jogue comida fora, cuide do material da escola, guarde os brinquedos. Quem é grato cuida do que recebeu.
- Se alguém te machucar ou te assustar, conte a um adulto de confiança. Se uma pessoa fizer, disser ou pedir algo que te machuca, te dá medo ou precisa ficar em segredo, você não precisa resolver isso sozinho. Conte logo ao papai, à mamãe, à sua professora ou ao pastor. O adulto resolve; a criança avisa.
Oração Final
Querido Deus, obrigado pelo Senhor Jesus, que é o Pão da vida e mata a fome do nosso coração. Obrigado pelo menino que não guardou o lanche dele para si. Perdoa a gente quando acha que o pouco não serve para nada e por isso não entrega nada. Toma as nossas mãos, a nossa voz, o nosso tempo e o pouquinho que a gente tem, Senhor, e usa tudo isso para a tua glória. E que cada criança desta classe conheça Jesus como o seu Salvador. Em nome de Jesus, amém.
Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.
Perguntas Frequentes
Qual é o ponto central da lição 12 de Primários?+
Que o pouco entregue nas mãos de Jesus vira coisa grande — porque quem faz o milagre é Ele, não o tamanho da oferta. O menino deu cinco pães e dois peixinhos, e Jesus alimentou uma multidão inteira e ainda encheu doze cestos com o que sobrou (Jo 6.13).
Como era o nome do menino dos pães e peixes?+
A Bíblia não diz. Não sabemos o nome dele, nem de que família era, nem onde morava. A Bíblia só diz: 'Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos' (Jo 6.9). Para Deus usar alguém, essa pessoa não precisa ser famosa.
Como cinco pãezinhos deram para tanta gente?+
Ninguém sabe explicar o 'como' — a Bíblia não conta. O que ela conta é quem fez: Jesus tomou os pães, agradeceu a Deus e foi repartindo, e a comida não acabava (Jo 6.11). Isso se chama milagre: uma coisa que só Deus consegue fazer. Jesus é o Filho de Deus, e para Ele não existe conta que não fecha.
O menino ficou sem comer?+
Não. Ele entregou o lanche dele e depois comeu junto com todo mundo — a Bíblia diz que todos comeram quanto queriam e ficaram saciados (Jo 6.11,12). Quem entrega nas mãos de Jesus não fica de fora do que Jesus faz.
Se eu der uma coisa minha, Deus me devolve o dobro?+
Não é assim. Deus não é uma máquina de troca, e a gente não dá para receber mais. O menino não entregou o lanche para ficar rico; ele entregou porque Jesus precisava naquela hora. A gente entrega porque ama a Jesus — e Ele, que já deu a própria vida por nós, cuida da gente do jeito dele e na hora dele.
Por que sobrou tanta comida se todo mundo já tinha comido?+
Para ninguém ter dúvida de que aquilo tinha sido Deus. E repare no cuidado de Jesus: Ele mandou recolher os pedaços 'para que nada se perca' (Jo 6.12). Deus não desperdiça nada — nem um pedacinho de pão, nem o pouquinho que você entrega a Ele.
Guia do Professor
Essência da aula
O menino entregou o pouco que tinha e Jesus fez o milagre — porque o que sustenta de verdade não é o tamanho da oferta, e sim Cristo, o Pão da vida.
Mapa da aula
| Tempo | Etapa |
|---|---|
| 0–4 min | Boas-vindas, oração e o gancho |
| 4–11 min | Memória em ação (1 Co 15.58) e o cartaz do versículo |
| 11–18 min | Ponto 1 — A conta que não fechava |
| 18–25 min | Ponto 2 — A lancheira mais simples do mundo |
| 25–32 min | Ponto 3 — Doze cestos e o Pão da vida |
| 32–37 min | Dinâmica: a cestinha do menino |
| 37–40 min | Amarração + desafio da semana + oração |
Comece assim
Chegue antes, deixe o material separado e receba cada criança pelo nome. Retome rapidinho o desafio do domingo passado: quem orou com a chave que fez na aula? Ouça duas ou três histórias, agradeça a Deus por elas e ore com quem não conseguiu — sem cobrança e sem comparar quem fez com quem não fez.
Depois pegue uma sacola de pano (ou uma lancheira vazia mesmo) e mostre para a turma. Pergunte: "Quantas pessoas dá para alimentar com um lanche que cabe aqui dentro?" Deixe três ou quatro responderem. Costuma vir "uma", "duas", "eu e meu irmão". Não corrija ninguém.
Então diga: "Hoje a nossa história é de um menino que tinha uma sacolinha assim, com um lanche bem simples. E com aquele lanche mais de cinco mil pessoas comeram até ficar de barriga cheia. Como? É isso que a gente vai descobrir."
Ponto 1 — A conta que não fechava
- Na revista: Jesus subindo o monte com os discípulos, a multidão chegando perto dele e a pergunta que Ele fez a Filipe sobre onde comprar comida para tanta gente (figura 12.1).
- O que ensinar: Jesus passou o dia ensinando e curando, e ao entardecer viu que aquele povo estava com fome. Ele perguntou a Filipe onde comprariam pão — mas já sabia o que ia fazer; estava provando o discípulo. Filipe respondeu com a matemática: nem duzentos dinheiros bastariam. A conta dele estava certa e ainda assim estava incompleta, porque não contava com Jesus. Deixe claro que Filipe não era mau nem burro: ele só olhou para o problema e não para o Senhor.
- Versículo-âncora (ACF): "Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco" (Jo 6.7).
- Pergunta-chave: "Se você fosse o Filipe e Jesus te perguntasse onde comprar comida para essa multidão toda, o que você ia responder?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "não tem como", "ia faltar dinheiro", "ia no mercado". Aprofunde: "Foi mais ou menos isso que Filipe disse. E olha que ele estava certo na conta. Só faltou uma coisa na conta dele — quem estava ali do lado."
- Se ninguém falar: faça a conta na lousa de um jeito bem visual: desenhe cinco pãezinhos de um lado e escreva 5.000 do outro. Pergunte: "dá?". A turma responde em coro e a conversa começa sozinha.
Ponto 2 — A lancheira mais simples do mundo
- Na revista: o discípulo André contando a Jesus que havia ali um menino com cinco pães e dois peixinhos, e o menino entregando o seu alimento (figura 12.2).
- O que ensinar: no meio de milhares de pessoas, André encontrou um menino com cinco pães de cevada e dois peixinhos — e até ele achou que aquilo não daria para nada. Explique o que era aquele lanche: cevada era o grão mais barato, pão de família pobre, e os peixinhos eram salgados e secos porque não existia geladeira. O menino podia ter guardado e comido escondido; ele entregou tudo. Segure firme o eixo: o mérito não é do lanche nem do menino — o menino só não guardou.
- Versículo-âncora (ACF): "Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?" (Jo 6.9).
- Pergunta-chave: "O que você tem hoje que parece pequeno demais para servir a Deus?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "eu sou criança", "não tenho dinheiro", "não sei fazer nada direito", "minha oração é curtinha". Aprofunde: "Sabe o tamanho do que o menino tinha? Cinco pãezinhos duros. E foi isso que Jesus usou."
- Se ninguém falar: conte você primeiro, com uma coisa simples e verdadeira da sua vida ("o que eu tenho é isto aqui: eu sei contar história para vocês"). Depois pergunte de novo, agora olhando para uma criança de cada vez, sem forçar ninguém a responder.
Ponto 3 — Doze cestos e o Pão da vida
- Na revista: Jesus mandando o povo assentar-se, agradecendo a Deus e repartindo os pães e os peixes com todos, e os discípulos recolhendo doze cestos do que sobrou (figuras 12.3 e 12.4).
- O que ensinar: Jesus organizou a multidão, tomou os pães, deu graças ao Pai e foi repartindo — e a comida não acabava. Todos comeram quanto queriam e ainda sobraram doze cestos: terminou com muito mais do que começou. Feche em Cristo aqui, não na moral de dividir o lanche: no dia seguinte Jesus disse "Eu sou o pão da vida". O pão do monte matou a fome de um dia; Ele mata a fome do coração para sempre. Ligue à cruz — no monte o pão foi partido para alimentar a multidão; na cruz o corpo dele foi entregue por nós, e Ele ressuscitou ao terceiro dia.
- Versículo-âncora (ACF): "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" (Jo 6.35).
- Pergunta-chave: "Começou com cinco pães e terminou com doze cestos cheios. Quem fez isso acontecer?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "Jesus", "Deus", "o menino". Aprofunde com carinho na terceira: "O menino entregou. Mas quem multiplicou foi Jesus. Ele é o Filho de Deus — por isso a conta que não fechava, fechou."
- Se ninguém falar: leia João 6.11-13 devagar e peça que contem nos dedos junto com você: cinco pães… doze cestos. Depois pergunte: "sobrou mais ou menos do que tinha no começo?".
Dinâmica
- Objetivo: colocar nas mãos da criança, em papel, o "pouco" que ela tem — e sair da sala com ele entregue a Jesus.
- Materiais: uma cestinha de papel ou cartolina por criança (o professor recorta antes), mais cinco pãezinhos e dois peixinhos de papel para cada uma, lápis de cor, cola ou fita adesiva. Nada de pedir material às famílias.
- Passo a passo: entregue a cada criança a cestinha e as sete figurinhas. Em cada pãozinho e em cada peixinho, ela escreve ou desenha uma coisa que já é dela e parece pouco: a minha oração, a minha ajuda em casa, o meu lápis de cor, o meu "bom dia", a minha voz para cantar, o meu abraço, o meu tempo para brincar com quem está sozinho. O professor escreve para quem ainda não escreve sozinho, e ajuda quem travar — todos fazem a sua, no ritmo de cada um, e ninguém fica sem cestinha. Depois todos juntos, de pé, levantam a cestinha com as duas mãos enquanto você ora em voz alta: "Senhor Jesus, isto aqui é pouco, mas é nosso, e a gente entrega para o Senhor". Cada criança leva a sua cestinha para casa.
- Amarração (volta ao texto): "Foi exatamente isso que o menino fez. Ele não fez milagre nenhum — ele só não guardou. Quem multiplicou foi Jesus. O que está na sua cestinha é pequeno igual aos cinco pães. E é assim que Jesus gosta de começar."
Se te perguntarem isso
- Pergunta: "Como era o nome do menino?" Resposta curta: A Bíblia não diz. Ela só conta que havia ali um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos (Jo 6.9). Para Deus usar alguém, essa pessoa não precisa ser famosa.
- Pergunta: "Como cinco pãezinhos deram para tanta gente?" Resposta curta: A Bíblia não explica o "como" — ela conta quem fez. Jesus deu graças e foi repartindo, e a comida não acabava. Isso se chama milagre: uma coisa que só Deus consegue fazer.
- Pergunta: "O menino ficou com fome depois?" Resposta curta: Não. Todos comeram até ficar satisfeitos, e ele estava no meio de todos. Quem entrega nas mãos de Jesus não fica de fora do que Jesus faz.
- Pergunta: "Se eu der uma coisa minha, Deus me dá o dobro?" Resposta curta: Não é troca com Deus. A gente não entrega para ganhar mais. O menino entregou porque Jesus precisava naquela hora, e a gente entrega porque ama a Jesus — que já deu a vida dele por nós.
- Pergunta: "Eu sou pequeno, posso ajudar na obra de Deus?" Resposta curta: Pode, e Deus gosta disso. Não tem idade mínima para servir ao Senhor: dá para orar, cantar, convidar um amigo, ajudar na sala. É um privilégio, não uma obrigação.
Amarração + desafio da semana
- Amarração: "Guardem a cena de hoje: cinco mil pessoas com fome, uma conta que não fechava, e um menino com o lanche mais simples do mundo. Ele entregou o pouco; Jesus fez o milagre; sobraram doze cestos. E, no dia seguinte, Jesus explicou o recado: 'Eu sou o pão da vida'. Ele encheu a barriga daquela gente por um dia, mas veio ao mundo para encher o coração de vocês para sempre — e por isso foi até a cruz e ressuscitou. Entreguem o pouco de vocês para Ele. O resto é com Jesus."
- Desafio: esta semana, escolha uma coisa que já é sua e entregue de verdade para uma pessoa — sem que ninguém mande: um brinquedo seu com o irmão ou o vizinho, o seu lápis de cor emprestado o dia inteiro, o seu lugar na frente da fila, o seu tempo para brincar com quem está sozinho. Uma só, mas de verdade. Depois desenhe na sua cestinha o que você entregou e escreva o nome de quem recebeu. Domingo, volte com a história.
Kit do professor
- Antes: leia João 6.1-14 e 6.32-35 inteiros e separe as figuras 12.1 a 12.4. Recorte as cestinhas de papel, uma por criança, com os cinco pãezinhos e os dois peixinhos, e escreva o versículo nas cestinhas das crianças que ainda não escrevem sozinhas. Prepare a cartolina do versículo e escolha dois ou três cânticos sobre servir ao Senhor e sobre os dons que Ele nos deu.
- Leve: Bíblia ACF, a cartolina e o material do cartaz (lápis de cor, hidrocor, fita adesiva, tesoura sem ponta, figuras para enfeitar), as cestinhas e figurinhas já recortadas, lápis de cor de sobra e uma sacola de pano ou lancheira vazia para o gancho da abertura.
- Memória em ação: leia 1 Coríntios 15.58 na sua Bíblia e peça que todos abram e leiam na deles também. Explique com palavras simples: nada do que a gente faz para o Senhor é jogado fora. Depois façam juntos o cartaz do versículo, cada um com a habilidade que tem — um escreve, outro desenha, outro enfeita, outro dita, outro segura a fita. O importante é todo mundo participar e ninguém ficar de fora. Ao final, repitam o versículo em voz alta duas ou três vezes e fixe o cartaz num lugar visível.
- Atividade da revista: reserve um tempinho para a página de atividades — completar o versículo, marcar (C) para certo e (E) para errado, e desenhar no cesto os cinco pães e os dois peixinhos. Corrija junto, em voz alta, com a turma inteira participando.
- Sobre o lanche: se for servir um lanche no fim da aula, quem providencia é a classe — nunca peça que as crianças tragam comida de casa e nunca sugira que dividam o próprio lanche entre elas. Nem toda família consegue mandar lanche, e nenhuma criança pode passar por isso na frente das outras. Se houver lanche, todos recebem igual, das suas mãos, sem contar quem trouxe o quê. Se não der para ter lanche, a aula funciona perfeitamente sem ele.
- Ore antes: peça a Deus que nenhuma criança saia da sala achando que precisa ter muito para servir ao Senhor — e que cada uma saia sabendo que Jesus é o Pão da vida e que o pouco entregue nas mãos dele nunca é pouco.
Lição de Casa
Sua missão da semana
Escolha uma coisa que já é sua e entregue de verdade para uma pessoa esta semana, sem que ninguém mande: um brinquedo seu com o irmão ou o vizinho, o seu lápis de cor emprestado o dia inteiro, o seu lugar na frente da fila, o seu tempo para brincar com quem está sozinho. Só uma, mas de verdade. Depois desenhe na sua cestinha o que você entregou e escreva o nome de quem recebeu.
Por quê
O menino tinha "cinco pães de cevada e dois peixinhos" (Jo 6.9) — quase nada perto de cinco mil pessoas com fome. Ele podia ter guardado, mas entregou nas mãos de Jesus. Ele não fez milagre nenhum: só não guardou. Quem multiplicou foi Jesus. Não é troca com Deus, e a gente não entrega para ganhar mais: a gente entrega porque Jesus já deu tudo por nós.
Como saber que você fez
Olhe a sua cestinha: tem um desenho e um nome escrito nela? Se você consegue dizer o que entregou e para quem, você fez.
Domingo, volte com a história
Traga a sua cestinha e conte o que aconteceu: o que você entregou, para quem, e como a pessoa reagiu. A aula que vem começa com quem fez. Não fique de fora.












