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O Reino de Acabe e a Sua Idolatria

Juniores - 4º Trimestre

Estudo da Lição

Já aconteceu de alguém perguntar a você: "Vai entrar ou vai ficar aí fora?", e você ficar parado na porta, com um pé dentro e um pé fora? Na porta ninguém fica muito tempo. Uma hora a mãe chama, a chuva começa ou a porta fecha, e a gente tem que decidir.

Hoje vamos conhecer um povo que passou anos parado na porta. Um pé em Deus, outro pé num deus falso. E vamos conhecer o rei que levou esse povo até ali: Acabe.

No domingo passado estudamos Asa, rei de Judá, o reino do sul. Hoje a Bíblia atravessa a fronteira e vai para o reino do norte, Israel, que tinha a cidade de Samaria como capital. Lá, Acabe começou a reinar no trigésimo oitavo ano do reinado de Asa. Para entender o que aconteceu no tempo dele, a gente precisa lembrar a primeira regra que Deus deu ao seu povo no monte Sinai, muito tempo antes:

"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra" (Êx 20.3,4).

A leitura de hoje é 1 Reis 16.29-34 e 1 Reis 18.1-21.

I — Acabe, o rei que foi mais longe no erro

A Bíblia apresenta Acabe assim:

"E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos" (1 Rs 16.29).

Vinte e dois anos é muito tempo. Uma criança que nascesse no começo do reinado de Acabe já seria adulta no fim dele. E logo no versículo seguinte vem a frase mais triste sobre esse rei:

"E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele" (1 Rs 16.30).

Mais do que todos! Como alguém chega a esse ponto? Não foi de uma vez. Começou com uma escolha:

"E sucedeu que (como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou" (1 Rs 16.31).

Os sidônios eram o povo da cidade de Sidom, no litoral, onde hoje fica o Líbano. Eles adoravam Baal, um deus falso. O povo de Canaã acreditava que Baal era o deus da chuva e das plantações: quem queria chuva, colheita boa e comida na mesa ia pedir a Baal. Jezabel cresceu nessa religião e trouxe tudo junto quando foi morar em Samaria.

E Acabe foi atrás. Ele "levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria" (1 Rs 16.32). Um templo para um deus falso, construído pelo rei, na capital do povo de Deus! E não parou aí:

"Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao SENHOR Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele" (1 Rs 16.33).

Repare numa coisa: a Bíblia não põe a culpa só em Jezabel. Quem levantou o altar foi Acabe. Quem serviu a Baal e o adorou foi Acabe. Ele era o rei e escolheu. E, como rei, ele puxou o povo inteiro junto. Quando quem lidera se afasta de Deus, muita gente vai atrás.

אב No original — hebraico. O nome Baal quer dizer "senhor" ou "dono". O povo chamava aquele deus falso de "o dono", como se a chuva fosse dele. E o nome do profeta que Deus ia mandar, Elias (Eliyahu), quer dizer "o meu Deus é o SENHOR". O nome dele já era a resposta para a pergunta da lição: quem é o dono de verdade?

❤ Para o coração da criança. Acabe deixou que outra pessoa mandasse no coração dele mais do que Deus. Isso não quer dizer que você deve se afastar de quem crê diferente. Jesus amava todo tipo de gente. Você pode ter amigos de outra religião, brincar, respeitar e ser um bom amigo. A pergunta da lição é outra: quem manda no seu coração? Esse lugar é só de Deus.

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