TEXTO ÁUREO
“O que guardar o mandamento guardará a sua alma; porém o que desprezar os seus caminhos morrerá.” (Pv 19.16)
Asa, rei de Judá, tirou os ídolos da terra, clamou a Deus contra um exército de um milhão e viu a vitória. Anos depois, diante de um inimigo menor, usou o ouro da casa do Senhor para comprar a ajuda do rei da Síria e prendeu o profeta que Deus mandou corrigi-lo. A lição ensina que não basta começar bem, que ir ao médico não é falta de fé e que só Jesus foi fiel do começo ao fim.
Você já começou um caderno novo? A primeira página fica linda: letra caprichada, título colorido, margem certinha. Aí vem a página dez, a página vinte... e a letra vai ficando torta, aparecem rabiscos, a folha amassa. Começar bem é bom. Continuar é que é difícil.
Hoje vamos conhecer um rei que começou muito bem. O nome dele é Asa. A Bíblia diz que ele fez o que era certo aos olhos de Deus. Ele tirou os ídolos da terra, clamou a Deus no maior perigo da vida dele e viu Deus vencer. Mas a história dele tem um final que a gente precisa ouvir com atenção.
Antes, uma coisa importante. Na lição 3 vimos o reino se dividir em dois. No norte, as dez tribos ficaram com o nome de Israel. No sul, com a cidade de Jerusalém, ficou o reino de Judá. Asa foi rei de Judá, o reino do sul. O título da lição chama Asa de rei bom para Israel porque Judá também era parte do povo de Israel, o povo de Deus. Enquanto o norte afundava nos bezerros de ouro de Jeroboão, que vimos no domingo passado, no sul Deus levantou um rei que amava o Senhor.
"O que guardar o mandamento guardará a sua alma; porém o que desprezar os seus caminhos morrerá" (Pv 19.16).
A leitura de hoje é 1 Reis 15.9-24 e 2 Crônicas 16.7-10.
I — Asa, um rei que fez o que era reto
Asa era filho do rei Abias. Ele começou a reinar em Judá quando Jeroboão ainda era rei do norte (1 Rs 15.9), e reinou quarenta e um anos em Jerusalém (1 Rs 15.10). A Bíblia abre a história dele com um elogio:
"E Asa fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi seu pai" (1 Rs 15.11).
Davi não era o pai de Asa: era o tataravô dele (Davi, depois Salomão, depois Roboão, depois Abias, depois Asa). Na Bíblia, "pai" muitas vezes quer dizer antepassado. O que o versículo diz é que Asa voltou a andar no caminho de Davi, o rei que amava a Deus de todo o coração.
E Asa foi de ação. Os reis antes dele, o pai e o avô, tinham deixado os ídolos se espalharem por Judá. Asa fez uma faxina:
- Tirou os ídolos. Ele "removeu todos os ídolos que seus pais fizeram" (1 Rs 15.12) e acabou com as práticas impuras que vinham junto com os cultos aos deuses falsos.
- Devolveu a Deus o que era de Deus. Levou de volta para a casa do Senhor a prata, o ouro e os vasos que tinham sido consagrados a Deus (1 Rs 15.15).
- Cuidou do povo. Construiu muralhas e cidades fortes, e Deus deu a Judá um bom tempo de descanso, sem guerra (veja 2 Cr 14.6).
E Asa não parou nem dentro da própria família. Olhe o que a Bíblia conta:
"E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Aserá; também Asa desfez o seu ídolo horrível, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom" (1 Rs 15.13).
A Bíblia chama Maaca de "sua mãe". Mas, alguns versículos antes, ela aparece como mãe de Abias, o pai de Asa (1 Rs 15.2). Por isso muitos estudiosos entendem que Maaca era a avó de Asa. Ela tinha o posto de rainha no palácio, e fez um ídolo para Aserá, uma deusa falsa dos povos de Canaã. Asa tirou dela o posto de rainha e queimou o ídolo.
🏛 Curiosidade. Em Judá, a mãe ou a avó do rei tinha um cargo de verdade no palácio: era a rainha-mãe, uma mulher com muita influência sobre o reino. Por isso o ídolo de Maaca não era coisa só da casa dela. Com o cargo que ela tinha, aquele ídolo puxava o povo inteiro para longe de Deus. Asa decidiu como rei, para proteger o reino.
❤ Para o coração da criança. Asa era o rei, um adulto com autoridade sobre o reino inteiro, e tirou um cargo do palácio. Isso não é recado para você brigar com alguém da sua família. Se um parente seu crê diferente, você ama, respeita e ora por ele. E, quando tiver dúvida, conversa com seu pai, sua mãe ou quem cuida de você. A lição de Asa para você é outra: colocar Deus em primeiro lugar no seu coração.
A Bíblia é honesta, e conta também o que faltou:
"Os altos, porém, não foram tirados; todavia foi o coração de Asa reto para com o SENHOR todos os seus dias" (1 Rs 15.14).
Os "altos" eram lugares de culto no alto dos morros, espalhados pelo país. Asa não conseguiu acabar com todos eles. Ele não era perfeito. Mas o coração dele estava inteiro para Deus.
אב No original — hebraico. Onde a nossa Bíblia diz que o coração de Asa foi "reto" (1 Rs 15.14), o hebraico usa a palavra shalem (שָׁלֵם), parente de shalom, que quer dizer "paz". Shalem é "inteiro", "completo", "sem pedaço faltando". Não é um coração que nunca erra: é um coração que não está dividido entre Deus e os ídolos. Guarde essa palavra, porque ela vai voltar na boca de um profeta.
II — Contra um milhão, Asa clamou a Deus
Então chegou a maior prova da vida de Asa. Um homem chamado Zerá, o etíope, apareceu na fronteira de Judá com um exército de um milhão de soldados e trezentos carros de guerra (veja 2 Cr 14.9). Um milhão! Judá era um reino pequeno. Não tinha como vencer.
Asa não correu para comprar amigos poderosos. Ele fez a coisa mais importante que um rei pode fazer: clamou ao Senhor. Na oração, ele disse a Deus que, para o Senhor, tanto faz ajudar quem é forte ou quem não tem força nenhuma; pediu socorro, porque confiavam nEle, e lembrou que tinham saído contra aquela multidão em nome do Senhor (veja 2 Cr 14.11).
E Deus respondeu. Os etíopes fugiram, e Asa e o povo de Judá venceram aquele exército enorme. Anos depois, um profeta ia lembrar a Asa desse dia, com estas palavras:
"Porventura não foram os etíopes e os líbios um grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Confiando tu, porém, no SENHOR, ele os entregou nas tuas mãos" (2 Cr 16.8).
Guarde este detalhe: contra o maior inimigo da vida dele, Asa confiou em Deus. E Deus se mostrou forte.
III — Contra uma fortaleza, Asa comprou ajuda
Os anos passaram. Asa ficou mais velho, e o reino ficou mais forte. Então apareceu um inimigo bem menor do que Zerá: Baasa, rei de Israel, o reino do norte.
"Porque Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá, e edificou a Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair, nem entrar a ter com Asa, rei de Judá" (1 Rs 15.17).
Ramá era uma cidade na estrada, a poucos quilômetros de Jerusalém. Baasa começou a transformá-la numa fortaleza para fechar o caminho. Ninguém entrava, ninguém saía. Era um cerco.
Contra um milhão de soldados, Asa clamou. E contra uma fortaleza? Clamou de novo? Não. Desta vez Asa resolveu do jeito dele. Ele "tomou toda a prata e ouro que ficaram nos tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa do rei" (1 Rs 15.18) e mandou tudo para Ben-Hadade, o rei da Síria, com este recado:
"Haja acordo entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai; eis que te mando um presente, prata e ouro; vai, e anula o teu acordo com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim" (1 Rs 15.19).
Ben-Hadade aceitou. Atacou várias cidades do norte (1 Rs 15.20), e Baasa, ouvindo isso, "deixou de edificar a Ramá" (1 Rs 15.21). Asa ainda mandou o povo carregar as pedras e a madeira da fortaleza abandonada, e com elas construiu outras duas cidades (1 Rs 15.22).
Por fora, parecia uma grande vitória. O cerco acabou, e a estrada de Jerusalém ficou livre. Funcionou. Deu certo, e estava errado. Essa é uma das frases mais importantes desta lição: uma coisa pode funcionar e, mesmo assim, estar errada diante de Deus.
🏛 Curiosidade. Repare na palavra que Asa usou: "eis que te mando um presente". Mas presente de verdade não vem com ordem junto. Um presente que diz "vai, e anula o teu acordo" não é presente: é pagamento. E Asa pagou com o ouro que tinha sido consagrado à casa de Deus. Quando a gente precisa de um nome bonito para uma coisa, é sinal de que o nome verdadeiro não ficaria bem.
IV — Hanani, o profeta que Asa prendeu
Deus não ficou calado. Ele mandou ao rei um profeta chamado Hanani. A Bíblia o chama de "vidente", que era outro nome para profeta: alguém a quem Deus mostrava as coisas para avisar o povo.
"Naquele mesmo tempo veio Hanani, o vidente, a Asa, rei de Judá, e disse-lhe: Porquanto confiaste no rei da Síria, e não confiaste no SENHOR teu Deus, por isso o exército do rei da Síria escapou da tua mão" (2 Cr 16.7).
Hanani lembrou a Asa do dia do milhão: "Confiando tu, porém, no SENHOR, ele os entregou nas tuas mãos" (2 Cr 16.8). Contra o gigante, você confiou em Deus. Contra o pequeno, você comprou ajuda. E então o profeta disse o versículo mais bonito desta história:
"Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele; nisto, pois, procedeste loucamente porque desde agora haverá guerras contra ti" (2 Cr 16.9).
Lembra da palavra shalem, o coração inteiro? É ela que aparece aqui, traduzida por "perfeito". Os olhos de Deus passam por toda a terra procurando corações inteiros. E para quê? Para mostrar-se forte em favor deles. Deus não fica olhando para pegar a gente no flagra. Ele procura quem confia nEle para poder ajudar.
Asa tinha visto isso com os próprios olhos no dia do milhão. Mas agora, em vez de ouvir, ele ficou furioso:
"Porém Asa se indignou contra o vidente, e lançou-o na casa do tronco; porque estava enfurecido contra ele, por causa disto; também Asa, no mesmo tempo, oprimiu a alguns do povo" (2 Cr 16.10).
A "casa do tronco" era uma prisão. Pense nisso: o mesmo rei que tirou a avó do posto de rainha por causa de um ídolo agora prendeu um homem de Deus por causa de uma verdade. E ainda maltratou gente do povo. O coração que antes era inteiro estava ficando dividido.
❤ Para o coração da criança. Hanani não veio para humilhar Asa. Veio porque Deus queria o rei de volta. Quando seu pai, sua mãe, quem cuida de você ou o seu professor corrigem você com amor, eles estão fazendo o papel de Hanani: ajudando você a voltar para o caminho. Não feche a porta. Ouça e conserte. Mas lembre: correção é conversa para ajudar. Se alguém, em vez de corrigir, machuca ou humilha você, isso não é correção. Conte a outro adulto de confiança.
V — Não basta começar bem
O fim da vida de Asa foi triste. Já velho, ele ficou doente dos pés (1 Rs 15.23). A doença foi piorando, e a Bíblia conta o que ele fez:
"E, no ano trinta e nove do seu reinado, Asa caiu doente de seus pés, a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade, não buscou ao SENHOR, mas antes os médicos" (2 Cr 16.12).
Então é errado ir ao médico? Não é. Leia o versículo com cuidado. O problema não foi Asa ter chamado os médicos. O problema foi que ele não buscou ao Senhor. Ele deixou Deus de fora. O rei que um dia clamou contra um milhão de soldados agora, doente, nem orou.
O médico é uma ajuda que Deus permite, e nós usamos com gratidão. O próprio Jesus disse: "Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos" (Lc 5.31). E Lucas, que escreveu um dos Evangelhos, era médico (Cl 4.14). Na nossa igreja a gente ora pelos doentes e crê que Deus cura. E a gente também vai ao médico e toma o remédio. Uma coisa não briga com a outra. O que não dá é deixar Deus de fora.
A Bíblia também não diz que a doença de Asa foi castigo. Ela diz o que ele fez com a doença: buscou ajuda em todo lugar, menos em Deus.
Asa morreu no quadragésimo primeiro ano do seu reinado e foi sepultado com honra na cidade de Davi (1 Rs 15.24; 2 Cr 16.13,14). O povo lembrou dele como um rei bom, que tirou os ídolos e deu anos de paz a Judá. Mas a Bíblia registra "os atos de Asa, tanto os primeiros, como os últimos" (2 Cr 16.11). Deus vê o começo e o fim. Asa começou clamando e terminou comprando. Começou ouvindo e terminou prendendo o profeta.
E o texto áureo? "O que guardar o mandamento guardará a sua alma" (Pv 19.16). Provérbios ensina o caminho da sabedoria: quem guarda a Palavra de Deus é guardado de muitos tropeços, e quem despreza o caminho de Deus vai se afastando da vida que só Ele dá. Mas Provérbios não é um contrato que diz "obedeceu, ganhou uma vida longa". Gente fiel também fica doente, e gente fiel também morre cedo. Jesus foi o mais obediente de todos e morreu numa cruz, com pouco mais de trinta anos. Ninguém fica doente ou morre por ser "menos obediente" que os outros. E tudo de bom que Deus nos dá é graça, presente, e não pagamento: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8).
O recado de Asa para nós é este: não basta começar bem. Fé de verdade é a que continua, mesmo quando o problema é pequeno. E se você percebeu que começou bem e parou no meio, a porta está aberta. Asa podia ter ouvido Hanani e voltado. Você também pode voltar hoje: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 Jo 1.9).
Cristo na lição
Asa começou bem e parou no meio. E ele não foi o único. Se você ler a história de todos os reis da Bíblia, vai ver que nenhum obedeceu a Deus até o fim sem tropeçar. Nem Davi. Nem Salomão. Nem Asa.
Só um Rei obedeceu do começo ao fim: Jesus.
"E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8).
Asa, contra um inimigo pequeno, desistiu de confiar. Jesus, diante da cruz, o maior de todos os sofrimentos, confiou no Pai até o último suspiro. Asa pegou o ouro da casa de Deus para comprar a própria segurança. Jesus não pagou com ouro: pagou com a própria vida, morrendo no nosso lugar pelos nossos pecados. E ao terceiro dia ressuscitou. Asa prendeu o profeta que trouxe a verdade. Jesus é a própria Verdade, e foi preso e julgado injustamente sem revidar, para nos salvar.
Por isso a Bíblia nos manda olhar para Ele:
"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" (Hb 12.2).
Autor é quem começa. Consumador é quem termina. Jesus é o Rei que começa a fé no nosso coração e a leva até o fim. A gente não continua firme porque é forte como Asa no começo. A gente continua porque se agarra em Jesus, que nunca parou no meio. "Sem mim nada podeis fazer", Ele disse (Jo 15.5).
E lembra dos olhos do Senhor, que passam por toda a terra procurando corações inteiros (2 Cr 16.9)? Ninguém tem um coração inteiro sozinho. Mas Jesus pega o nosso coração dividido, perdoa, e o faz inteiro de novo. A maior bênção não é a paz que Asa comprou com ouro. É a paz que só a graça de Deus dá, em Jesus.
Aplicação Prática
Busque a Deus primeiro, no problema grande e no pequeno. Asa orou contra o milhão e esqueceu de orar contra a fortaleza. Não guarde a oração só para o dia do susto. Na prova difícil, na briga em casa, no medo de noite, no joelho ralado: fale com Deus primeiro. "E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Sl 50.15).
Não prenda o Hanani. Quando alguém que cuida de você corrigir você com amor, não feche a cara nem a porta. Ouça até o fim, diga "tá bom, vou consertar" e conserte. Quem ouve a correção continua no caminho; quem se fecha começa a parar no meio.
Ore e use a ajuda que Deus dá. Quando você ou alguém da sua casa ficar doente, ore a Deus e vá ao médico, sem medo e sem culpa. Orar e se tratar andam juntos. O erro de Asa foi deixar Deus de fora, não foi ir ao médico.
Se você parou no meio, volte. Começou a ler a Bíblia e largou? Começou a orar antes de dormir e esqueceu? Não precisa ter vergonha nem medo: Deus deixa a porta aberta. Confesse, peça ajuda a Jesus e recomece hoje.
Oração Final
Senhor, obrigado porque os teus olhos passam por toda a terra procurando corações inteiros, para te mostrares forte por eles. Perdoa a gente quando começa bem e para no meio, quando só lembra de orar no problema grande, e quando fecha a porta para quem nos corrige com amor. Dá a cada criança desta classe um coração inteiro, que busca o Senhor primeiro. Cuida das que estão doentes e das que têm gente doente em casa, e abençoa os médicos que tu usas para ajudar. Guarda cada criança de quem machuca ou humilha. E obrigado por Jesus, o Rei que obedeceu até a morte de cruz, pagou o nosso preço com a própria vida e ressuscitou. Nele a gente começa, e nele a gente continua até o fim. Em nome de Jesus, amém.
Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.
Perguntas Frequentes
Quem foi o rei Asa na Bíblia?+
Asa foi rei de Judá, o reino do sul, e reinou quarenta e um anos em Jerusalém (1 Rs 15.10). A Bíblia diz que ele "fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi seu pai" (1 Rs 15.11): tirou os ídolos da terra e levou o povo a adorar só ao Senhor. Mas, no fim do reinado, deixou de confiar em Deus: comprou a ajuda do rei da Síria e prendeu o profeta Hanani. É a história de um rei que começou muito bem e não terminou como começou.
Asa era rei de Israel ou de Judá?+
De Judá. Depois que o reino se dividiu, as dez tribos do norte ficaram com o nome de Israel, e o reino do sul, com Jerusalém, passou a se chamar Judá. Asa reinou em Judá (1 Rs 15.9). Quando a revista chama Asa de rei bom para Israel, está pensando no povo de Israel inteiro, o povo de Deus, do qual Judá também fazia parte.
Por que Asa tirou Maaca do posto de rainha?+
Porque ela tinha feito "um horrível ídolo a Aserá", uma deusa falsa dos povos de Canaã (1 Rs 15.13). Maaca tinha um cargo importante no palácio, e o ídolo dela puxava o reino inteiro para longe de Deus. Asa era o rei, um adulto com autoridade, e decidiu como rei. Isso não ensina criança a brigar com parente que crê diferente: a criança ama, respeita, ora pela família e conversa com os pais quando tiver dúvida.
É errado ir ao médico? Asa errou por buscar os médicos?+
Ir ao médico não é pecado nem falta de fé. O próprio Jesus disse: "Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos" (Lc 5.31). O erro de Asa está no versículo: "na sua enfermidade, não buscou ao SENHOR, mas antes os médicos" (2 Cr 16.12). Ele deixou Deus de fora. O certo é orar a Deus e também usar o médico e o remédio, com gratidão.
O que quer dizer Provérbios 19.16? Quem obedece a Deus vive mais?+
Provérbios ensina o caminho da sabedoria; não é um contrato de vida longa. Na Almeida Corrigida Fiel o versículo diz: "O que guardar o mandamento guardará a sua alma" (Pv 19.16). Quem guarda a Palavra de Deus é guardado de muitos tropeços. Mas ninguém fica doente ou morre cedo por ser "menos obediente": Jesus foi o mais obediente de todos e morreu numa cruz. Toda bênção de Deus é graça, presente, e não pagamento.
O que a história do rei Asa ensina para as crianças?+
Que não basta começar bem: é preciso continuar confiando em Deus, no problema grande e no pequeno. Asa clamou a Deus contra um milhão de soldados, mas contra uma fortaleza menor comprou ajuda. E, quando Deus mandou corrigi-lo, ele prendeu o profeta. A lição ensina a buscar a Deus primeiro, a ouvir quando somos corrigidos e a correr para Jesus, o único que foi fiel do começo ao fim.
Guia do Professor
Essência da aula
Asa começou confiando em Deus e terminou comprando ajuda e prendendo quem trouxe a verdade: não basta começar bem, fé de verdade continua buscando a Deus primeiro e ouvindo a correção, até no problema pequeno. Só Jesus foi fiel do começo ao fim, e é nEle que a gente continua.
Mapa da aula
| Tempo | Etapa |
|---|---|
| 0–5 min | Abertura — o caderno caprichado (o gancho) |
| 5–12 min | Ponto 1 — Asa começa bem |
| 12–19 min | Ponto 2 — Um milhão e uma fortaleza |
| 19–26 min | Dinâmica — "Clamou ou comprou?" |
| 26–33 min | Ponto 3 — Hanani, a prisão e o fim de Asa |
| 33–37 min | Ponto 4 — Jesus, fiel do começo ao fim |
| 37–40 min | Amarração + desafio + oração |
Comece assim
Leve um caderno velho, ou prepare um em casa: na primeira página, letra caprichada, título colorido e um desenho bonito; nas últimas páginas, letra torta, rabiscos e uma folha amassada.
Mostre primeiro só a primeira página e pergunte: "Que caderno bonito, né? Quem aqui já começou um caderno assim?" Deixe levantarem a mão. Depois abra nas últimas páginas e pergunte: "E o que aconteceu aqui?" A turma vai rir e responder: "cansou", "ficou com preguiça", "parou de caprichar".
Então diga: "Começar bem é fácil. Difícil é continuar. Hoje a gente vai conhecer um rei que começou como a primeira página desse caderno. Tirou os ídolos, orou a Deus, viu Deus vencer um exército de um milhão. Mas olha como terminou." Feche o caderno e abra a Bíblia.
Ponto 1 — Asa começa bem
- Na revista: a Conversa de Professor e o começo de Explorando as Escrituras, com a Fig. 5.1 (Asa assume o trono e faz o que é reto) e a Fig. 5.2 (os ídolos removidos, Maaca tirada do posto de rainha, as coisas consagradas levadas à Casa de Deus, as muralhas e a paz). Mais o Vocabulário, com ídolos.
- O que ensinar: primeiro, situe a turma em um minuto: desenhe no quadro um retângulo dividido ao meio, escreva ISRAEL (norte) em cima e JUDÁ (sul) embaixo, e marque Jerusalém em Judá. Asa reinou em Judá; o título fala de Israel porque Judá também era parte do povo de Israel. Depois, três frases. (1) Asa "fez o que era reto aos olhos do SENHOR" (1 Rs 15.11) e tirou os ídolos que os reis antes dele tinham deixado (1 Rs 15.12). (2) Ele tirou até Maaca do posto de rainha, porque ela fez um ídolo para Aserá (1 Rs 15.13). (3) A Bíblia é honesta: os altos ficaram, mas o coração de Asa era inteiro para Deus (1 Rs 15.14). Sobre Maaca, conte simples: a Bíblia a chama de mãe do rei, e muitos entendem que era a avó dele; ela era a rainha-mãe, um cargo do palácio. Deixe claro, com uma frase, que essa foi uma decisão de rei adulto sobre um cargo do reino, e não um exemplo para criança brigar com parente.
- Versículo-âncora (ACF): "E Asa fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi seu pai" (1 Rs 15.11).
- Pergunta-chave: "Se você fosse fazer uma faxina no seu coração, como Asa fez em Judá, o que ia tirar de lá?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "a mentira", "a preguiça de orar", "o celular demais", "a briga com o irmão". Aprofunde: "Asa não conseguiu tirar tudo, os altos ficaram. Mesmo assim, Deus disse que o coração dele era inteiro. O que isso ensina sobre como Deus olha para nós?"
- Se ninguém falar: comece você, com algo simples e verdadeiro: "Eu tiraria a pressa, que às vezes me faz esquecer de orar." Depois pergunte de novo, agora pedindo só uma palavra de cada um.
Ponto 2 — Um milhão e uma fortaleza
- Na revista: Explorando as Escrituras, a parte de Zerá, o etíope, e a de Baasa, com a Fig. 5.3 (o tesouro da Casa do Senhor enviado a Ben-Hadade, rei da Síria). Mais o Vocabulário, com estrangeiro, e o Você Sabia?, sobre os utensílios do Templo enviados ao rei sírio.
- O que ensinar: monte no quadro uma comparação de duas colunas. Na primeira, ZERÁ: um milhão de soldados (veja 2 Cr 14.9), Asa clamou, Deus entregou o inimigo (2 Cr 16.8). Na segunda, BAASA: uma fortaleza em Ramá (1 Rs 15.17), Asa comprou ajuda com o ouro da casa do Senhor (1 Rs 15.18,19). Pergunte: "Qual inimigo era maior? Em qual Asa confiou em Deus?" Depois a frase da aula: deu certo, e estava errado. Baasa parou de construir Ramá (1 Rs 15.21), mas Asa resolveu sem Deus, e com o que era de Deus. Mostre a palavra "presente" em 1 Rs 15.19: presente que vem com ordem ("vai, e anula") é pagamento.
- Versículo-âncora (ACF): "Porventura não foram os etíopes e os líbios um grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Confiando tu, porém, no SENHOR, ele os entregou nas tuas mãos" (2 Cr 16.8).
- Pergunta-chave: "Por que será que Asa orou contra o inimigo gigante e não orou contra o inimigo pequeno?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "porque achou que dava conta sozinho", "porque ficou rico e forte", "porque esqueceu". Aprofunde: "E com a gente? Em que hora é mais fácil esquecer de orar: no problema grande ou no pequeno?"
- Se ninguém falar: dê um exemplo da vida deles: "Quando a gente fica doente de verdade, todo mundo ora. Mas e quando é só uma prova de matemática, ou uma briga com o irmão? A gente lembra de orar?"
Ponto 3 — Hanani, a prisão e o fim de Asa
- Na revista: Explorando as Escrituras, a parte do profeta Hanani, da prisão do profeta, da doença dos pés e da morte de Asa. Mais o Vocabulário, com incredulidade, e o Você Sabia?, sobre Hanani condenando a aliança com a Síria.
- O que ensinar: Deus mandou Hanani dizer a verdade: "confiaste no rei da Síria, e não confiaste no SENHOR teu Deus" (2 Cr 16.7). Leia devagar 2 Cr 16.9 e explique que os olhos de Deus procuram corações inteiros para se mostrar forte por eles, e não para pegar ninguém no flagra. Asa, em vez de ouvir, prendeu o profeta (2 Cr 16.10). No fim da vida ficou doente dos pés e "não buscou ao SENHOR, mas antes os médicos" (2 Cr 16.12). Aqui, diga com todas as letras: ir ao médico não é pecado nem falta de fé. O erro de Asa foi deixar Deus de fora. A gente ora e vai ao médico, as duas coisas juntas. Cuidado, professor: pode haver na sala uma criança doente, ou com alguém doente em casa, ou que perdeu alguém. Nunca ligue doença a desobediência, e não diga que a doença de Asa foi castigo, porque a Bíblia não diz isso. Se uma criança abrir algo sério, agradeça a confiança, não peça detalhes na frente da turma e leve ao pastor ou à liderança no mesmo dia.
- Versículo-âncora (ACF): "Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele; nisto, pois, procedeste loucamente porque desde agora haverá guerras contra ti" (2 Cr 16.9).
- Pergunta-chave: "Hanani veio ajudar Asa a voltar para Deus. Por que Asa ficou com tanta raiva dele?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "porque não gostou de ouvir que errou", "porque era o rei e ninguém mandava nele", "porque ficou com vergonha". Aprofunde: "E a gente, quando é corrigido, fica parecido com quem? Com quem ouve, ou com quem prende o Hanani?"
- Se ninguém falar: conte uma correção que você mesmo recebeu e como reagiu: "Uma vez alguém me corrigiu e eu fiquei emburrado o dia inteiro. Depois vi que a pessoa tinha razão." A turma solta.
Ponto 4 — Jesus, fiel do começo ao fim
- Na revista: a Reflexão do Memorizando e o encerramento da Conversa de Professor, que lembra que não basta começar: é preciso permanecer fiel até o fim. Este ponto fecha em Cristo, que a revista não desenvolve: é o fechamento que você conduz.
- O que ensinar: nenhum rei obedeceu a Deus até o fim sem tropeçar: nem Davi, nem Salomão, nem Asa. Só Jesus, que foi "obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Asa pagou com o ouro da casa de Deus para se livrar; Jesus pagou com a própria vida para nos livrar, e ressuscitou. A Bíblia chama Jesus de "autor e consumador da fé" (Hb 12.2): Ele começa e Ele termina. A gente continua firme agarrado nEle, e não por força própria. E quem parou no meio pode voltar hoje (1 Jo 1.9). Não feche a aula em "seja como Asa": feche em "corra para Jesus".
- Versículo-âncora (ACF): "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8).
- Pergunta-chave: "Asa começou bem e parou no meio. Quem foi o Rei que nunca parou no meio?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "Jesus", "Deus", "Davi". Se alguém disser Davi, aproveite: "Davi também errou feio, e pediu perdão. Só Jesus nunca errou." Aprofunde: "E o que Jesus fez por nós, que nenhum rei conseguiu fazer?"
- Se ninguém falar: volte ao caderno da abertura: "Existe alguém que escreveu o caderno inteiro com a letra da primeira página, do começo ao fim, sem nenhum borrão?" Deixe responderem e diga: "Só Jesus."
Dinâmica
- Objetivo: perceber que confiar em Deus vale para o problema grande e para o pequeno, e que orar e usar a ajuda certa (como o médico) andam juntos.
- Materiais: nenhum. Só esta lista de situações, lida por você.
- Passo a passo: (1) Ensine dois gestos, todos sentados: mãos juntas quer dizer "clamou" (buscou a Deus primeiro); esfregar os dedos, como quem conta dinheiro, quer dizer "comprou" (resolveu sem Deus, pelo atalho). (2) Leia cada situação e a turma inteira responde junto, só com o gesto. Não há equipes, nem placar, nem ninguém chamado à frente. (3) As situações:
- Zerá chega com um milhão de soldados. O que Asa fez? (clamou)
- Baasa constrói a fortaleza de Ramá. O que Asa fez? (comprou)
- Uma menina tem prova difícil amanhã. Ela ora, estuda e pede para a mãe ajudar na revisão. (clamou)
- Um menino quebrou o copo da cozinha e pensa em dizer que foi o cachorro. (comprou: o atalho da mentira)
- Um menino ficou com febre. Ele e a família oram juntos, e a mãe o leva ao médico. (pegadinha!) (4) Na pegadinha, alguém vai fazer o gesto de "comprou" porque ouviu "médico". Pare e pergunte: "Ele deixou Deus de fora?" Não deixou. Então é clamou. Orar e ir ao médico andam juntos. O erro de Asa não foi ir ao médico; foi não buscar ao Senhor.
- Amarração (volta ao texto): "Contra o milhão, Asa juntou as mãos. Contra a fortaleza, esfregou os dedos. E a Bíblia diz que os olhos do Senhor passam por toda a terra 'para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele' (2 Cr 16.9). Deus quer ser buscado no problema grande e no pequeno. Mãos juntas primeiro."
Se a criança perguntar
(Nesta faixa a pergunta vem simples e direta. Responda simples e direto, sem sermão.)
- Pergunta: "Então é errado ir ao médico?" Resposta curta: Não. Ir ao médico não é pecado nem falta de fé. Jesus mesmo disse que quem está doente precisa de médico (Lc 5.31), e Lucas, que escreveu um Evangelho, era médico. O erro de Asa foi que ele não buscou a Deus, só os médicos. A gente ora e vai ao médico.
- Pergunta: "Se eu obedecer a Deus, eu nunca vou ficar doente? Vou viver mais?" Resposta curta: Obedecer a Deus é o melhor caminho, e Deus cuida de quem é dEle. Mas gente que ama a Deus também fica doente às vezes, e ficar doente não é castigo. Jesus foi o mais obediente de todos e sofreu na cruz. O versículo de hoje diz que quem guarda o mandamento "guardará a sua alma": é sobre andar perto de Deus, e não um prêmio de vida longa.
- Pergunta: "Asa tirou a avó do trono por causa do ídolo. Eu tenho que falar alguma coisa para quem da minha família tem imagem?" Resposta curta: Não é esse o recado. Asa era o rei, um adulto, e decidiu sobre um cargo do reino. Você é criança: o seu jeito de servir a Deus é amar, respeitar e orar pela sua família. Se tiver dúvida, converse com seu pai, sua mãe ou quem cuida de você.
- Pergunta: "Afinal, Asa foi um rei bom ou mau?" Resposta curta: A Bíblia conta as duas coisas, com honestidade: ele fez muita coisa boa, e o coração dele foi reto para com Deus (1 Rs 15.14), mas no fim ele parou de confiar e errou feio. Quem julga o coração é Deus. O que a história ensina para nós é: não basta começar bem, e quem parou no meio pode voltar para Deus hoje mesmo.
Amarração + desafio da semana
- Amarração: mostre de novo o caderno, a primeira página e a última. "Asa começou como essa primeira página: tirou os ídolos, clamou contra um milhão, viu Deus vencer. Mas, contra um inimigo pequeno, comprou ajuda com o ouro da casa de Deus. Quando Deus mandou Hanani corrigir, ele prendeu o profeta. Não basta começar bem. Só um Rei escreveu o caderno inteiro sem borrão: Jesus, obediente até a morte de cruz. É nEle que a gente se agarra para continuar. E quem parou no meio pode voltar hoje."
- Desafio: Quando alguém que cuida de você corrigir você nesta semana, não faça como Asa fez com Hanani: ouça até o fim, responda "tá bom, eu vou consertar" e conserte. Pode ser seu pai, sua mãe, sua avó, quem cuida de você em casa ou a sua professora, por causa da tarefa mal feita, do quarto bagunçado ou de uma palavra feia. Não feche a cara nem a porta. Se ninguém corrigir você nesta semana, pergunte a quem cuida de você: "Tem alguma coisa que eu posso fazer melhor?", ouça e conserte uma. Depois, escreva num papel o dia, o que você ouviu e o que você consertou, e traga no domingo. (Professor: abra a próxima aula com os papéis: cinco minutos de "quem ouviu e consertou?" valem mais que qualquer revisão. Ninguém é obrigado a ler o papel em voz alta, quem esquecer não perde nada nem fica de fora, e nenhuma criança deve se sentir envergonhada pelo que escreveu. Diga também, com calma, que correção é conversa para ajudar: se alguém, em vez de corrigir, machuca ou humilha a criança, isso não é correção, e ela deve contar a outro adulto de confiança. Se uma criança contar algo assim, acolha sem pedir detalhes na frente da turma e leve ao pastor ou à liderança no mesmo dia.)
Kit do professor
- Antes: leia em voz alta 1 Reis 15.9-24 e 2 Crônicas 16.7-10 no sábado. Leia também 2 Crônicas 14.9-15 (a vitória sobre Zerá) e 2 Crônicas 16.11-14 (a doença e a morte de Asa): a revista conta essas duas partes, mas elas ficam fora da leitura oficial. Prepare o caderno da abertura e a lista de situações da dinâmica.
- Leve: Bíblia ACF, o caderno da abertura, a lista da dinâmica, giz ou pincel para o quadro, e folhas em branco para o desafio da semana.
- Ore antes: peça a Deus por cada criança: pela que está doente ou tem alguém doente em casa, para que saia da aula com paz e sem culpa; pela que perdeu alguém; pela que vem de uma família com outra religião, para que aprenda a amar e não a brigar; pela que é corrigida com dureza em casa, para que você perceba se ela precisar de ajuda; e pela que começou bem com Deus e parou no meio, para que volte. E peça, para você mesmo, um coração inteiro, que busca a Deus primeiro também nos problemas pequenos.
- Sobre o texto áureo da revista: a revista imprime "Quem obedece às leis de Deus vive mais; quem despreza os seus ensinamentos morrerá". Na Almeida Corrigida Fiel o mesmo versículo diz: "O que guardar o mandamento guardará a sua alma; porém o que desprezar os seus caminhos morrerá" (Pv 19.16). É o mesmo versículo em outra tradução. Repare na diferença: onde a revista diz "vive mais", a ACF diz "guardará a sua alma", isto é, guardará a própria vida. Não ensine o versículo como promessa de vida longa. Provérbio mostra o caminho da sabedoria, não faz contrato. Uma criança que perdeu o pai, a mãe ou um avô cedo não pode sair da aula achando que essa pessoa morreu por ter sido "menos obediente".
- Sobre o objetivo da revista: a revista quer mostrar que a obediência e o temor de Deus atraem as bênçãos. Ensine assim: Deus se alegra com quem obedece, e o caminho da obediência é bom. Mas bênção é graça, presente de Deus, e não pagamento por bom comportamento (Ef 2.8). O próprio Asa mostra isso: mesmo no tempo em que obedecia, "houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias" (1 Rs 15.16). Obedecer não é seguro contra problema; é andar com Deus dentro do problema.
- Israel ou Judá: nas atividades da revista há a frase "Asa assumiu o trono de Israel" para a criança marcar como incorreta, e o título da lição chama Asa de rei bom para Israel. Não corrija o título; explique: Asa foi rei de Judá, o reino do sul, e Judá era parte do povo de Israel. Por isso a frase da atividade está incorreta (ele não assumiu o trono do reino do norte), e o título está certo (ele foi bom para o povo de Deus).
- Sobre o Você Sabia? da revista: a revista diz que Asa era neto de Absalão e bisneto de Davi. A linha da família, pela Bíblia, é esta: Davi, Salomão, Roboão, Abias, Asa. Ou seja, Davi era tataravô de Asa. E Maaca era "filha de Absalão" (1 Rs 15.2,10), mãe de Abias e, ao que tudo indica, avó de Asa. Se for falar disso, diga só: "Asa era da família do rei Davi." É o suficiente para a idade.
- Memorizando, sem prêmio para poucos: a revista sugere esconder as palavras do versículo pela sala e premiar quem completar primeiro. Faça assim: esconda os cartões em lugares visíveis e fáceis (atrás da porta, na mesa do professor, embaixo de um caderno), nada de criança se enfiando debaixo da mesa; ninguém corre; todos procuram juntos e a turma inteira monta o versículo no quadro. Se houver prêmio, é para todos. Use a redação da ACF nos cartões, a mesma que está no site.
- Sala do Professor, com dois ajustes: a roda de conversa com os dois balões (OBEDIÊNCIA e DESOBEDIÊNCIA) funciona bem. Na lista de atitudes, prefira as que a Bíblia nomeia com clareza (falar a verdade, mentir, roubar, perdoar, respeitar os pais, falar palavrão, adorar ao Senhor), para nenhuma criança sair achando que a casa dela é "desobediente" por um costume de família. E, em vez de estourar a bexiga da desobediência, solte o ar dela devagar, na frente de todos: o barulho do estouro assusta algumas crianças, e a bexiga murchando ensina melhor: "a desobediência parece cheia, mas não se sustenta".
- Sobre as leituras da semana: o quadro Para Meditar traz Jr 42.6, Sl 119.165, Êx 15.26, Jo 14.15, Ec 12.13 e Dt 28.1,2. São leituras devocionais; a leitura em classe é 1 Reis 15.9-24 e 2 Crônicas 16.7-10. Se usar Êx 15.26 ou Dt 28.1,2, apresente com o mesmo cuidado do texto áureo: obedecer é bom, mas não é um contrato contra doença.
Lição de Casa
Sua missão da semana
Quando alguém que cuida de você corrigir você nesta semana, não faça como Asa fez com Hanani: ouça até o fim, responda "tá bom, eu vou consertar" e conserte. Pode ser seu pai, sua mãe, sua avó, quem cuida de você em casa ou a sua professora, por causa da tarefa mal feita, do quarto bagunçado ou de uma palavra feia. Não feche a cara nem a porta. Se ninguém corrigir você nesta semana, pergunte a quem cuida de você: "Tem alguma coisa que eu posso fazer melhor?", ouça e conserte uma. Depois, escreva num papel o dia, o que você ouviu e o que você consertou, e traga no domingo.
Por quê
Asa começou ouvindo a Deus. Mas, quando Deus mandou o profeta Hanani corrigi-lo, ele se enfureceu e prendeu o profeta (2 Cr 16.10). O texto áureo diz: "O que guardar o mandamento guardará a sua alma; porém o que desprezar os seus caminhos morrerá" (Pv 19.16). Ouvir a correção e consertar é continuar no caminho de Deus, e não só começar nele.
Como saber que você fez
Alguém corrigiu você (ou você perguntou o que podia melhorar), você ouviu sem brigar e consertou. Se o seu papel tem o dia, o que você ouviu e o que consertou, você fez.
Lembre: correção é conversa para ajudar. Se alguém, em vez de corrigir, machuca ou humilha você, isso não é correção. Conte a outro adulto de confiança.
Domingo, volte com a história
Traga o seu papel e conte, se quiser, como foi ouvir e consertar. Ninguém precisa contar nada que dê vergonha. Domingo, volte com a história.













