Na Casa do Papai do Céu Eu Sou Feliz

Lição 6 · 4º Trimestre 2026 · 25/10/2026 · 19 min de leitura

Por Equipe Marcas Editora

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Domingo, 25 de outubro

A vídeo-aula ainda não estreou — mas o estudo completo já está abaixo para você se preparar.

TEXTO ÁUREO

“E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.” (2 Rs 18.3)

O rei Ezequias fez o que era reto aos olhos do Senhor, cuidou da Casa de Deus, e o povo se alegrou. A lição ensina ao bebê um gesto e uma frase — o sorriso com palminhas e "na Casa do Papai do Céu, eu sou feliz!" — e mostra que a alegria vem de Jesus, que nos leva pertinho do Papai do Céu.

Neste domingo o Berçário conhece mais um rei. O nome dele é Ezequias. Ele amava a Casa do Papai do Céu, cuidou dela com carinho — e ficou muito, muito feliz. O gesto da semana é um sorriso bem grande com palminhas. A frase da semana: "Na Casa do Papai do Céu, eu sou feliz!" Nesta idade não se explica o que é alegria; mostra-se um rosto alegre, e a criança aprende onde ela mora.

A história está em duas passagens, e a revista manda ler as duas: 2 Reis 18.1-4 e 2 Crônicas 31. A primeira apresenta o rei: "E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai" (2 Rs 18.3). A segunda mostra o que ele fez na Casa. Organizou os sacerdotes e os levitas "para ministrarem, louvarem, e cantarem, às portas dos arraiais do SENHOR" (2 Cr 31.2). Pediu ao povo que sustentasse quem servia ali, "para que eles pudessem se dedicar à lei do SENHOR" (2 Cr 31.4). E fez tudo isso "de todo o seu coração" (2 Cr 31.21). Louvor, oração, ensino, festa: a Casa voltou a viver. Se puder, leia também os capítulos 29 e 30 de 2 Crônicas, que contam o que veio antes. O resumo está lá: "E houve grande alegria em Jerusalém" (2 Cr 30.26).

Um cuidado antes de preparar a sala. A frase da semana é uma alegria para oferecer, não uma régua para medir criança. Tem bebê que chega chorando, tem bebê que estranha gente nova, tem domingo em que o dente está nascendo. Ele continua na Casa do Papai do Céu e continua amado do mesmo jeito. Na sala, nunca "criança de Deus não chora" nem "olha a cara feia na igreja"; sempre colo, calma e a mesma frase, dita com carinho. E nenhum recado de cobrança para os pais: a família que chegou com o bebê chorando fez uma coisa boa — chegou.

Este é o sexto domingo do trimestre Vamos Conhecer a Casa de Deus. A turma já louvou na presença do Papai do Céu, levou presentes para a Casa, viu que Ele cuida dela, conheceu o menino Samuel e, no domingo passado, o rei Salomão, que construiu a Casa. Hoje conhece o rei que cuidou dela — e descobre que a Casa do Papai do Céu é lugar de alegria.

Como sempre, criança de 0 a 2 anos não assiste aula: ela alterna, em ciclos de cinco a dez minutos. A revista pede instrumentos musicais improvisados, penduricalhos na roupa e enfeites no cabelo, giz de cera e lápis de cor, e um lanche trazido pelas famílias. Tudo isso pode virar aula boa — com os ajustes de segurança explicados adiante.

I — Boas-vindas, a turminha e o louvor

A revista abre com uma palavra de ânimo à professora: o seu trabalho tem valor na vida dos pequenos, e você vira, para eles, uma lembrança boa. Ela cita as palavras de Jesus: "Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus" (Mt 19.14). Leia em casa e guarde: é o seu devocional, não o versículo da criança.

A orientação sobre a turminha vale ouro nesta lição. Nessa fase o bebê conhece o mundo pela boca: tudo o que pega, prova. Por isso a revista pede atenção dobrada com grãos, pedacinhos de papel, giz e tinta, mãos bem lavadas depois de cada atividade e cuidado com lápis de ponta fina e movimentos bruscos. E repare: a lista de materiais desta semana tem justamente as coisas que mais preocupam. Uma regra de bolso vale para todas elas: se o objeto passa inteiro por dentro de um rolo de papel higiênico vazio, ele não entra no berçário.

Para as boas-vindas, a revista fala da sala: móveis do tamanho das crianças, um olhar honesto sobre o que pode melhorar e oração pedindo a Deus parceiros que ajudem nisso. E pede que você prepare também o coração, para receber cada criança com amor, paciência e alegria. Faça a vistoria antes da primeira família chegar — tomada tampada, quina protegida, nada pequeno no chão. Receba cada bebê na porta, abaixada na altura dele, e chame pelo nome: "A paz do Senhor, (nome)! Que alegria você chegar na Casa do Papai do Céu!" Agradeça à família pela confiança e fale com uma de cada vez, como a revista pede.

O bebê que estranha não é arrancado do colo. Por volta dos oito meses muitos bebês estranham rosto novo; deixe-o alguns minutos no colo de quem o trouxe, dentro da sala, até ele olhar em volta. Objeto de apego fica com a criança. E combine a regra de sempre: dois adultos na sala, porta aberta ou visor.

Ezequias, aliás, começou o reinado arrumando a Casa. O pai dele, Acaz, "fechou as portas da casa do SENHOR" (2 Cr 28.24); o filho as reabriu (2 Cr 29.3). Preparar a sala antes de a criança chegar é um pouco disso: abrir a porta da Casa do Papai do Céu do jeito certo.

O louvor é "Vamos à Casa de Deus", o cântico curto que a revista traz. A letra ecoa o salmo: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR" (Sl 122.1). A revista lembra que esse momento é de relaxar e se expressar, e que não tem problema cantar a mesma música mais de uma vez — com bebê, a repetição é o método. Cante com o gesto da semana: no "alegre", o sorriso grande e as palminhas; no "Casa", as mãos em telhado por cima da cabeça, como no domingo passado. Quem não canta bate palma, quem não bate palma olha — e está louvando igual.

II — O versículo: "E fez o que era reto aos olhos do SENHOR"

A revista traz o versículo numa redação simplificada: "[…] Ezequias fez aquilo que agrada a Deus […]". A Bíblia que os pais têm em casa diz: "E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai" (2 Rs 18.3). Reto quer dizer certo, direito, do jeito que Deus gosta. É a mesma notícia. Recite a redação da Bíblia, devagar, e depois diga do jeito da criança: "Ezequias fez o que o Papai do Céu gosta!"

A revista pede que esta hora sirva para apresentar a Bíblia à turminha, e é um dos melhores momentos da lição. Leve uma Bíblia infantil, segure com as duas mãos, bem à vista, e diga: "Olha, crianças! Esta é a Bíblia, a Palavra do Papai do Céu. Ela é muito especial." Deixe que toquem a capa enquanto você segura. Quem vira as páginas é o adulto.

Os penduricalhos. Para chamar a atenção, a revista sugere penduricalhos na roupa, avental didático ou enfeites no cabelo. O avental é ótimo; o resto precisa de critério, porque o bebê vai puxar, e o que ele puxa vai à boca. Use um avental de tecido com figuras grandes de feltro costuradas, não coladas: um sol sorrindo, uma casinha, uma Bíblia. Nada de miçanga, botão, guizo pequeno, lantejoula, pompom ou presilha. Nada pendurado em fita ou cordão comprido, que enrola no dedo e no pescoço. Nada de alfinete. Para o cabelo, uma faixa larga de tecido colorido basta — e ela fica na sua cabeça, não passa de mão em mão.

Com os bebês. Como a revista orienta, recite o versículo devagar e diga: "Crianças, é muito bom fazer o que o Papai do Céu gosta!" Chegue pertinho de cada um e fale: "O Papai do Céu gosta do nosso louvor!" — apontando para o alto. Comece um corinho e deixe que respondam como conseguem: balbucio, perninha mexendo, mão abrindo e fechando.

Com as crianças de 1 e 2 anos. A revista sugere recitar o versículo como "palavra de ordem", todo mundo junto e animado, e louvar em seguida com brinquedos musicais. Antes, um ajuste na fala. A revista diz às crianças: "se vocês quiserem agradar ao Papai do Céu, estejam sempre prontas para louvá-lo". Diga, mas na ordem certa: o Papai do Céu já ama a criança antes de ela cantar uma nota. O louvor é a resposta alegre de quem é amado, não o preço para ser amado.

Os instrumentos. Use brinquedos musicais próprios para a idade, com indicação para menores de três anos na embalagem, ou os da cozinha: pote plástico grande virado de boca para baixo vira tambor, e a colher de pau grande vira baqueta. Não use o chocalho caseiro de garrafinha com grão, arroz, miçanga ou tampinha dentro: a tampa abre, a garrafa racha, e o conteúdo vai inteiro para a boca. Sininho de enfeite também fica de fora.

❤ Para o coração da criança. Ezequias fez o que o Papai do Céu gosta. Ele cuidou da Casa e ficou feliz. Na Casa do Papai do Céu, eu sou feliz!

III — A história, a oração, o lanche, a brincadeira e as atividades

A base da história são as duas passagens. Leia em casa mais de uma vez, e repare na ordem. Em 2 Reis 18 o rei começa limpando: "Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera" (2 Rs 18.4a). Aquela serpente tinha sido um sinal de Deus no deserto (Nm 21), e o povo a transformou em ídolo. Em 2 Crônicas 31 vem o resto: a Casa organizada, o louvor, o ensino, a festa. A alegria veio depois da limpeza. Isso é para você, não para o bebê: nada de ídolo quebrado, cobra ou destruição na história do berçário.

A revista apresenta Ezequias como um rei muito obediente e dedicado a Deus, e a Bíblia confirma: ele "fez o que era bom, e reto, e verdadeiro, perante o SENHOR seu Deus" (2 Cr 31.20). Mas a Bíblia não o faz super-herói. Anos depois, "não correspondeu Ezequias ao benefício que lhe fora feito; porque o seu coração se exaltou" (2 Cr 32.25). E então "Ezequias, porém, se humilhou pela exaltação do seu coração" (2 Cr 32.26). Foi um rei que andou direito com Deus, tropeçou e voltou. O herói da história é o Papai do Céu. Para o bebê basta: "Ezequias amava a Casa do Papai do Céu."

Mais um cuidado. Quando ler que Ezequias "prosperou" (2 Cr 31.21), repare no que foi para a frente: "toda a obra que começou no serviço da casa de Deus". Não é promessa de dinheiro para quem obedece, e não entra na sala desse jeito.

אב No original — hebraico. O nome Ezequias quer dizer algo como "o SENHOR fortalece". Nada disso vai para o bebê — para ele basta o nome dito devagar, E-ze-qui-as. Mas ajuda você a lembrar de onde vinha a força do rei.

Acomode cada um: quem senta, sentado; quem não senta, no colo ou no tapete com uma ajudante perto. A revista sugere apresentar a história contando que a Bíblia fala de um rei muito dedicado a Deus. Conte assim, com as figuras 6.1, 6.2 e 6.3 na mão:

"Olha! O livro especial do Papai do Céu, a Bíblia! (Mostre a Bíblia.) É daqui que vem a nossa história.

No domingo passado a gente conheceu o rei Salomão, que fez uma Casa linda para o Papai do Céu. (Mãos em telhado.) Hoje a Bíblia conta de outro rei. Olha ele aqui! (Mostre a figura 6.1.) O nome dele é... E-ze-qui-as! Repete comigo: Ezequias! (Faça um círculo com as mãos em cima da cabeça: a coroa.)

O rei Ezequias amava a Casa do Papai do Céu. E a Bíblia diz que ele fez o que o Papai do Céu gosta.

Sabe o que ele fez? Cuidou da Casa! (Mostre a figura 6.2.) Arrumou tudo, deixou cada coisinha no seu lugar. (Faça de conta que dobra um pano e guarda.) Cuidou das pessoas que trabalhavam lá. Cuidou do louvor (palminha), da oração (mãozinhas juntas), do ensino (Bíblia no peito) e até das festas!

E o rei Ezequias ficou feliz. Muito, muito feliz! (Sorriso bem grande, palminhas.)

A Casa do Papai do Céu é lugar de alegria. (Mostre a figura 6.3.) Aqui a gente canta, ora e aprende da Bíblia. E olha: você está na Casa do Papai do Céu agorinha!"

Então o fechamento. A revista termina dizendo que as crianças são felizes perto do Papai do Céu, porque ali podem orar, louvar e celebrar; complete assim:

"E sabe por que a gente pode chegar pertinho do Papai do Céu e ficar feliz de verdade? Por causa de Jesus. Jesus morreu na cruz por você e voltou a viver. Jesus ama você! (Abraço no bebê.) Por isso eu falo bem alto: Na Casa do Papai do Céu, eu sou feliz!"

O que não entra nesta história. Os ídolos quebrados, a serpente de metal, a guerra com a Assíria, a doença do rei e o coração orgulhoso. Nada de "se você chorar o Papai do Céu fica triste", nem de "quem obedece ganha presente". A Casa é lugar de alegria e de colo.

Oração. A revista pede que este momento seja tratado com seriedade: as crianças no cantinho da oração, em silêncio, de olhinhos fechados. Com bebê, o silêncio é curto e o olho às vezes fica aberto — e ele está orando igual. Mãozinhas juntas, voz baixa, e a criança repete o que conseguir. A oração que a revista traz agradece por vivermos felizes na Casa do Papai do Céu, em nome de Jesus. Para os menores, encurte: "Papai do Céu, obrigado pela sua Casa. Aqui eu sou feliz. Em nome de Jesus, amém!"

Lanche. A revista sugere conversar sobre comer bem, mostrar frutas, verduras e legumes coloridos, e pedir antes às famílias que mandem lanches saudáveis para compartilhar. Mostrar as cores é ótimo. Compartilhar comida no berçário pede três ajustes. Primeiro, a alergia: cada bebê come só o que a própria família autorizou na ficha, e ninguém prova do pote do colega. Segundo, ninguém fica sem nem passa vergonha: nem toda família consegue mandar lanche toda semana, então peça a quem puder, sem lista de quem trouxe, e combine com a liderança um lanche simples que dê para todos. Terceiro, o engasgo: uva, tomate-cereja e fruta redonda nunca inteiros — amasse ou corte bem miúdo, no tamanho certo para a idade; legume cru e duro, como a rodela de cenoura, é só para olhar; nada de pipoca, amendoim, castanha ou bala. Um adulto do lado o tempo todo, e ninguém é forçado a comer. Ore antes, como a revista pede: "Papai do Céu, obrigado pelo lanche!"

Brincadeira. Com os bebês, a revista pede uma roda, cada um acomodado conforme consegue — sentado, deitado, no colo —, com cântico, palmas, mãos para o alto e muita voz. Com as crianças de 1 e 2 anos, todo mundo de pé, pulando, batendo palminhas, sacudindo os braços, e a equipe inteira acompanhando. Funciona muito bem; só separe os espaços. O canto dos bebês que engatinham fica longe do canto dos que pulam, e a área de pular fica sem móvel, sem quina e sem brinquedo no chão.

Atividade com os bebês. A revista pede situações que tragam gargalhada: cantar, fazer careta, barulho engraçado, esconder o rosto e aparecer. Faça careta engraçada, nunca assustadora, e barulho divertido sem gritar perto do ouvido. No esconde-esconde, esconda o seu rosto atrás das mãos ou de um pano grande — o pano nunca vai em cima do rosto do bebê. Se algum estranhar ou chorar, pare e dê colo; gargalhada não se arranca. Depois mostre a figura 6.2 e diga, como a revista orienta: "O rei Ezequias ficou muito feliz na Casa do Papai do Céu. Nós também somos felizes na Casa do Papai do Céu!"

Atividade com as crianças de 1 e 2 anos. A revista entrega uma folha com o rosto de um bebê e pede que as crianças desenhem nele um sorriso bem grande com giz de cera. Use giz de cera grosso, desses próprios para criança pequena, um por criança, com um adulto do lado. Prenda a folha na mesa com fita, para ela não fugir. Pedaço de giz que quebrar sai na hora. O lápis de cor fica guardado: a ponta fina é justamente o que a própria revista manda evitar nesta idade. Rabisco vale como sorriso, e ninguém compara desenho. Enquanto desenham, diga: "É muito bom ser feliz na Casa do Papai do Céu!"

Despedida. Na porta, ensine a cada família o gesto e a frase da semana e combine a Lição de Casa. Se o bebê chorou boa parte da manhã, conte com carinho: "Ele chorou um pouquinho e ficou no colo. Domingo que vem a gente tenta de novo." Sem culpa para ninguém.

Cristo na lição

Repare na régua que a Bíblia usa para medir Ezequias: ele fez o que era reto "conforme tudo o que fizera Davi, seu pai" (2 Rs 18.3). Davi era o padrão. E, de rei em rei, a Bíblia vai mostrando que nenhum deles alcançou o padrão até o fim. O próprio Ezequias, que limpou e alegrou a Casa, teve um dia o coração exaltado (2 Cr 32.25). A festa de Jerusalém foi grande, mas passou. Nenhum rei conseguiu guardar a Casa limpa e o povo alegre para sempre.

Agora dê o passo. Séculos depois, Jesus entrou no templo, e as crianças começaram a gritar ali dentro: "Hosana ao Filho de Davi" (Mt 21.15). Os chefes se indignaram. Jesus defendeu o louvor delas com as Escrituras (Mt 21.16). O Filho de Davi que Ezequias não podia ser, Jesus é. E a alegria que Ezequias trouxe por um tempo, Jesus traz para ficar: "Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo" (Jo 15.11). E mais: "a vossa alegria ninguém vo-la tirará" (Jo 16.22).

Por que a gente pode chegar pertinho do Papai do Céu? Não porque fez tudo certinho como Ezequias, mas porque Jesus abriu o caminho: "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pe 3.18a). No tempo de Ezequias, só os sacerdotes entravam no lugar santo. Hoje temos "ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou" (Hb 10.19,20). O convite é para todos. A graça vai na frente, e quem crê responde, vem e fica.

Por isso a alegria da Casa do Papai do Céu não é espetáculo nem obrigação de sorrir. É presença: "na tua presença há fartura de alegrias" (Sl 16.11). O bebê que chora no colo está nessa presença tanto quanto o que bate palma. Jesus não esperou as crianças se comportarem para recebê-las: "E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou" (Mc 10.16).

Para esta turma, tudo isso cabe numa frase que a professora repete: "Jesus me leva pertinho do Papai do Céu, e lá eu sou feliz." O bebê não vai entender Filho de Davi, santuário nem ressurreição. Mas vai crescer sabendo que a igreja é um lugar de alegria e de colo, e que essa alegria tem nome: Jesus.

Aplicação Prática

Ensine o gesto e a frase, sempre juntos. Sorriso bem grande, palminhas e "Na Casa do Papai do Céu, eu sou feliz!". O corpo guarda o que a cabeça ainda não entende.

Alegria é presente, não cobrança. Ninguém é obrigado a sorrir na Casa do Papai do Céu. O bebê que chora recebe colo; a família que chega atrasada e cansada recebe um bom-dia. "Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto" (Sl 100.2) é convite para todos, e começa com quem recebe bem.

Mostre a Bíblia. A alegria da Casa não é só música e sorriso: é a Palavra do Papai do Céu aberta. Toda aula do berçário pode ter o seu minuto da Bíblia nas mãos da professora.

Ezequias não é modelo de sucesso. Nada de rei que obedeceu e ficou rico. A lição é sobre um rei que amou a Casa de Deus — e um Deus que foi bom com ele, até quando ele tropeçou.

Cuide do material antes de cuidar da fala. Nada que passe por um rolo de papel higiênico vazio, nada pendurado em fita comprida, nada de chocalho com grão ou tampinha, giz grosso na mão de um adulto atento. Dois adultos na sala, porta aberta ou visor.

Lembre as famílias que não conseguem vir sempre. O bebê internado, a mãe que trabalha no domingo, a família que mora longe. A Casa do Papai do Céu as recebe quando vierem, sem cobrança e sem culpa.

Oração Final

Papai do Céu, obrigado pela tua Casa. Obrigado pelo rei Ezequias, que abriu as portas que estavam fechadas, cuidou de cada coisa no seu lugar e encheu a Casa de louvor — e obrigado porque, quando ele tropeçou, o Senhor continuou bom com ele. Obrigado por Jesus, o Filho de Davi, que morreu na cruz por nós e ao terceiro dia voltou a viver, para nos levar pertinho de Ti. Faz desta sala um lugar de alegria verdadeira para cada pequenino: para o que bate palma e para o que chora no colo. Dá aos pais uma Bíblia aberta nas mãos e um sorriso no rosto; e abraça as famílias que chegam cansadas ou não conseguem vir todo domingo, onde elas estiverem. Que cada criança desta turma cresça dizendo, com o coração inteiro: na Casa do Papai do Céu, eu sou feliz. Em nome de Jesus, amém.

Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.

Perguntas Frequentes

O que a frase "Na Casa do Papai do Céu eu sou feliz" ensina a um bebê de 0 a 2 anos?+

Ensina um lugar antes de ensinar uma ideia. O bebê não entende templo nem adoração, mas aprende que a igreja tem colo, música, gente que sorri e a Bíblia aberta. Quando ouve a frase com o sorriso e as palminhas, ele liga a Casa do Papai do Céu a uma coisa boa. A Bíblia guarda essa alegria: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR" (Sl 122.1).

E se o meu bebê chora na igreja? Ele não está feliz na Casa de Deus?+

Está na Casa de Deus do mesmo jeito, e é amado do mesmo jeito. Bebê chora por sono, fome, dente, ou porque estranha gente nova — é a idade, não falta de fé de ninguém. A frase da lição é um presente que a gente oferece, não uma prova que a criança precisa passar. Na sala, ele recebe colo e calma. Jesus não esperou as crianças ficarem quietas para acolher: "E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou" (Mc 10.16).

O versículo da revista está diferente da minha Bíblia. Qual eu uso?+

Os dois, cada um no seu lugar. A revista traz uma redação simplificada: "[…] Ezequias fez aquilo que agrada a Deus […]". Na Almeida Corrigida Fiel o versículo inteiro é: "E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai" (2 Rs 18.3). Reto quer dizer certo, direito — é a mesma notícia. Na sala, recite a redação da Bíblia e depois diga do jeito da criança: "Ezequias fez o que o Papai do Céu gosta!"

Quem foi o rei Ezequias e o que ele fez na Casa de Deus?+

Ezequias foi rei de Judá; começou a reinar com vinte e cinco anos e reinou vinte e nove em Jerusalém (2 Rs 18.2). O pai dele tinha fechado as portas da casa do SENHOR (2 Cr 28.24); Ezequias tirou os ídolos (2 Rs 18.4) e pôs a Casa para funcionar de novo, com sacerdotes e levitas "para ministrarem, louvarem, e cantarem" (2 Cr 31.2). A Bíblia resume: "fez o que era bom, e reto, e verdadeiro, perante o SENHOR seu Deus" (2 Cr 31.20).

A Bíblia diz que Ezequias prosperou. A lição ensina que quem obedece a Deus fica rico?+

Não. O versículo diz o que prosperou: "toda a obra que começou no serviço da casa de Deus", feita "de todo o seu coração" (2 Cr 31.21). A obra da Casa foi para a frente — não é promessa de dinheiro para quem obedece. E a Bíblia não faz de Ezequias um super-herói: mais tarde "o seu coração se exaltou" (2 Cr 32.25), e ele precisou se humilhar diante de Deus (2 Cr 32.26). O herói da história é o Papai do Céu.

O que a alegria na igreja tem a ver com Jesus?+

Tudo. A gente só chega pertinho do Papai do Céu por causa de Jesus: "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pe 3.18). Ele morreu na cruz por nós e ressuscitou, e prometeu uma alegria que não acaba: "a vossa alegria ninguém vo-la tirará" (Jo 16.22). Por isso o berçário termina sempre em Jesus: Ele nos leva pertinho do Papai do Céu, e lá a gente é feliz.

Berçário

4º Trimestre

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