TEXTO ÁUREO
“E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.” (Mt 21.22)
Josafá, filho de Asa, mandou ensinar a Palavra de Deus em todo o Judá, errou ao se juntar com Acabe e aceitou a correção do profeta. Quando três povos vieram contra Judá, ele teve medo, reuniu o povo para orar e disse a Deus que não sabia o que fazer, e Deus respondeu que a batalha era dEle. A lição ensina a orar primeiro, a confiar no Deus que sabe o que é bom e aponta para Jesus, que abriu para nós o caminho da oração.
Você já ficou diante de um problema tão grande que não sabia nem por onde começar? Pode ser um dever difícil, uma prova, um medo que não passa. Dá vontade de esconder, de fingir que está tudo bem ou de tentar resolver tudo sozinho, correndo.
Hoje vamos conhecer um rei que passou por isso. Três exércitos vinham contra o povo dele ao mesmo tempo, e ele não tinha força para vencer. A primeira coisa que ele fez não foi correr atrás de armas. Foi orar. O nome dele é Josafá.
Repare numa coisa. No domingo passado estudamos Jeú, que reinou em Israel depois da família de Acabe. Hoje a história volta alguns anos no tempo. Josafá era filho do rei Asa, que conhecemos há poucas semanas, e foi rei de Judá, o reino do sul, na mesma época em que Acabe era rei de Israel, no norte. Por isso o nome de Acabe vai aparecer de novo.
Para entender o que Josafá aprendeu, vamos guardar desde já o texto áureo:
"E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis" (Mt 21.22).
A leitura de hoje é 2 Crônicas 20.1-37.
I — Um rei que ensinou a Palavra
Quando Asa morreu, o filho dele, Josafá, assumiu o trono em Jerusalém. A Bíblia conta que Deus estava com Josafá, porque ele buscou ao Deus de seu pai e andou nos mandamentos dEle (veja 2 Cr 17.3,4).
Josafá começou cuidando do reino. Pôs soldados nas cidades fortificadas e nas fronteiras, que são os limites que separam um país do outro (2 Cr 17.1,2). E mandou tirar de Judá os lugares de adoração aos ídolos (2 Cr 17.6).
Mas ele sabia que só derrubar não bastava. Se o povo não conhecesse a Palavra de Deus, logo voltaria a fazer tudo errado. Então Josafá fez uma coisa muito bonita: mandou príncipes, levitas e sacerdotes viajarem pelo país. Os levitas eram os homens da tribo de Levi que serviam na casa de Deus. E olha o que eles fizeram:
"E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do SENHOR; e foram a todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo" (2 Cr 17.9).
Era como uma escola bíblica andando pelo país inteiro, de cidade em cidade! E Deus abençoou. Os reinos vizinhos passaram a respeitar Judá e não fizeram guerra contra Josafá (2 Cr 17.10). Alguns até traziam presentes e pagavam tributos, uma espécie de imposto, ao rei de Judá (2 Cr 17.11).
🏛 Curiosidade. Naquele tempo não existia Bíblia impressa, nem gráfica, nem livraria. Os textos da Lei de Moisés eram escritos à mão, em rolos. Por isso era preciso alguém levar o rolo de cidade em cidade e ler para o povo. Hoje você pode ter a Bíblia inteira na mão. Que presente!
❤ Para o coração da criança. O que Josafá queria para o povo dele é o que acontece aqui, todo domingo, na Escola Dominical: gente conhecendo a Palavra de Deus. Quem conhece a Palavra sabe para Quem olhar quando chega a hora difícil.
II — Um erro e uma correção
Tudo estava dando certo em Judá. E foi bem aí que Josafá errou. Ele se juntou com Acabe, o rei de Israel que levou o povo a adorar Baal e que estudamos na lição 6. Josafá chegou a casar o filho dele com uma filha de Acabe (veja 2 Cr 18.1). Foi um acordo feito com quem não amava o Senhor.
Deus não deixou passar. Quando Josafá voltou para casa, em Jerusalém, Deus mandou ao encontro dele um profeta chamado Jeú, filho de Hanani. E o profeta falou com toda a franqueza:
"Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao SENHOR? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do SENHOR" (2 Cr 19.2).
Ímpio é a pessoa que vive longe de Deus e não quer saber dEle. Mas olhe como Deus é bom. No mesmo recado, o profeta disse também o que Deus via de bom em Josafá:
"Boas coisas contudo se acharam em ti; porque tiraste os bosques da terra, e preparaste o teu coração para buscar a Deus" (2 Cr 19.3).
Os bosques eram lugares de adoração aos ídolos. Deus corrigiu o erro e não esqueceu o que Josafá tinha feito de certo.
E o que Josafá fez com a correção? Lembra do pai dele, o rei Asa? Quando o profeta Hanani foi corrigir Asa, o rei ficou com raiva e mandou prender o profeta (2 Cr 16.10). Josafá fez diferente. Ele não prendeu o profeta, não arrumou desculpa e não discutiu. Ouviu. E saiu de novo pelo país, de ponta a ponta, levando o povo de volta para o Senhor (veja 2 Cr 19.4).
🏛 Curiosidade. Não confunda os dois Jeús! O Jeú desta lição era profeta, filho de Hanani, e falou com Josafá. O Jeú do domingo passado era um comandante que, anos depois, virou rei de Israel. Mesmo nome, pessoas diferentes.
❤ Para o coração da criança. Ninguém gosta de ser corrigido. Mas, quando o seu pai, a sua mãe ou a sua professora corrigem você com amor, é para você não continuar no caminho errado. A Bíblia diz que o Senhor corrige quem Ele ama (veja Hb 12.6). Agora, atenção: correção com amor nunca é humilhar, xingar ou machucar. Se alguém faz isso com você dizendo que está "corrigindo", conte a um adulto de confiança: seu pai, sua mãe, sua avó, sua professora ou o pastor.
III — "Os nossos olhos estão postos em ti"
Os anos passaram. Já perto do fim do reinado de Josafá, chegou a pior notícia possível. Os moabitas, os amonitas e gente do monte Seir, a terra de Edom, tinham se juntado para atacar Judá ao mesmo tempo (veja 2 Cr 20.1,2,10). Era uma multidão enorme, e já estava a caminho.
E o rei ficou com medo. A Bíblia não esconde:
"Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em todo o Judá" (2 Cr 20.3).
Na Bíblia que usamos, o nome do rei aparece escrito Jeosafá. É o mesmo Josafá.
Repare: até um rei sente medo. E sentir medo não é pecado. O que faz toda a diferença é o que a gente faz com o medo. Josafá não fingiu que estava tudo bem e não saiu correndo atrás de outro rei para ajudar. A primeira coisa que ele fez foi buscar a Deus. E chamou o povo inteiro para buscar junto:
"E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá vieram para buscar ao SENHOR" (2 Cr 20.4).
Jejum é ficar um tempo sem comer para se dedicar a orar e buscar a Deus. Naquele dia, o rei chamou os adultos de Judá para isso. (Jejum é coisa que se decide com cuidado e com a ajuda dos pais. Criança não precisa ficar sem comer para Deus ouvir a sua oração.)
Então, no pátio da casa do Senhor, na frente de todo mundo, Josafá orou em voz alta. Primeiro, lembrou quem Deus é: o Deus que governa todos os reinos, a quem ninguém pode resistir (veja 2 Cr 20.6). Depois, lembrou o que Deus já tinha feito pelo seu povo (veja 2 Cr 20.7-9). E terminou assim:
"Ah! Nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2 Cr 20.12).
Que oração! O rei admitiu, na frente do povo inteiro: nós não temos força e não sabemos o que fazer. E completou: os nossos olhos estão postos em ti. Dizer a Deus "eu não sei o que fazer" não é fraqueza. É uma oração inteira, do jeito que Deus recebe. Você não precisa ter a resposta na mão para orar. Precisa saber para Quem olhar.
E sabe quem estava ali, ouvindo tudo?
"E todo o Judá estava em pé perante o SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos" (2 Cr 20.13).
Tinha criança ali! Não era reunião só de adulto ou só de soldado. As crianças de Judá estavam em pé diante de Deus, junto com os pais. Deus ouve a oração de criança também.
IV — A peleja é de Deus
O povo ficou ali, esperando. E Deus respondeu na mesma hora. O Espírito do SENHOR veio sobre um levita chamado Jaaziel, da família de Asafe, um dos cantores do tempo de Davi (veja 2 Cr 20.14). E Jaaziel falou diante de todos:
"E disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá; assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus" (2 Cr 20.15).
Peleja é uma palavra antiga que quer dizer batalha. Deus estava dizendo: "Essa batalha não é de vocês. É minha." E veio mais:
"Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação [...]" (2 Cr 20.17).
Eles nem iam precisar lutar! Deus não estava atrás da força daquele povo. Estava atrás da confiança deles. Mas repare: isso não queria dizer ficar em casa sem fazer nada. Deus mandou que eles fossem até o lugar, tomassem posição e olhassem o que Ele ia fazer.
E o que o rei e o povo fizeram ao ouvir isso? Josafá se inclinou com o rosto em terra, e todo o povo se prostrou diante do SENHOR para adorar. Os levitas se levantaram e louvaram a Deus em voz muito alta (veja 2 Cr 20.18,19). Ninguém tinha ganhado nada ainda. O inimigo continuava vindo pela estrada. E eles já estavam agradecendo! Isso é confiar de verdade.
🕊 A nossa leitura. Naquele dia, Deus falou ao povo pelo Espírito Santo, por meio de Jaaziel. Nós cremos que o Espírito Santo continua agindo na igreja hoje: Ele consola, fortalece e fala ao seu povo. E tudo o que vem de Deus combina com a Bíblia. Foi assim com Jaaziel: a mensagem dele era a mesma que Moisés tinha dado ao povo diante do mar Vermelho, séculos antes: não tenham medo, fiquem firmes e vejam o livramento que vem do Senhor (veja Êx 14.13,14).
Os cantores na frente
No dia seguinte, bem cedo, o povo saiu para o deserto de Tecoa. Josafá parou diante de todos e disse que cressem no SENHOR e nos profetas dEle (veja 2 Cr 20.20). E então deu a ordem mais estranha que se pode imaginar numa guerra. Na frente de todos, em vez dos soldados mais fortes, foram os cantores:
"E aconselhou-se com o povo, e ordenou cantores para o SENHOR, que louvassem à Majestade santa, saindo diante dos armados, e dizendo: Louvai ao SENHOR porque a sua benignidade dura para sempre" (2 Cr 20.21).
Benignidade quer dizer bondade. Os cantores iam na frente dizendo que a bondade de Deus dura para sempre. E aí aconteceu:
"E, quando começaram a cantar e a dar louvores, o SENHOR pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe [...]" (2 Cr 20.22).
Quem agiu foi o SENHOR. Os exércitos inimigos ficaram tão confusos que se voltaram uns contra os outros, e nenhum deles escapou (veja 2 Cr 20.23,24). Quando o povo de Judá chegou ao alto, de onde se via o deserto, a batalha já tinha acabado. Ninguém de Judá precisou lutar.
Eles passaram três dias recolhendo o que os inimigos tinham deixado para trás (2 Cr 20.25). E no quarto dia fizeram uma festa de gratidão:
"E ao quarto dia se ajuntaram no vale de Beraca; [...]" (2 Cr 20.26).
Beraca quer dizer bênção. O lugar que podia ter sido de batalha virou o vale do obrigado! Depois, o povo voltou a Jerusalém com alegria, com harpas e trombetas, direto para a casa do Senhor (veja 2 Cr 20.27,28). E Deus deu descanso ao reino de Josafá (veja 2 Cr 20.30).
🕊 A nossa leitura. O louvor não foi uma arma mágica, nem um truque para ganhar guerra. Cantar não "obriga" Deus a fazer nada. Os cantores foram na frente porque o povo acreditou no que Deus já tinha prometido. Louvar foi o jeito de dizer: "nós confiamos em Ti". E quem venceu foi Deus.
❤ Para o coração da criança. A Bíblia conta que os inimigos morreram naquele dia, e isso é triste. A história não é para a gente comemorar a morte de ninguém nem querer o mal de quem nos incomoda. Deus é o Juiz justo, e naquele dia foi Ele quem agiu, não o povo. Jesus nos ensinou a orar até pelos nossos inimigos (veja Mt 5.44). E, se alguém está fazendo mal a você, você não precisa resolver sozinho nem enfrentar ninguém: conte a um adulto de confiança.
Depois da vitória
Josafá reinou vinte e cinco anos em Jerusalém e andou no caminho do pai dele, Asa, fazendo o que era certo aos olhos do SENHOR (veja 2 Cr 20.31,32). Mas a Bíblia é honesta e conta também o final da história.
Depois de tudo isso, Josafá fez sociedade com Acazias, rei de Israel, filho de Acabe, que também fazia o que era mau. Os dois juntaram forças para construir navios no porto de Eziom-Geber. E Deus mandou outro profeta, chamado Eliezer, dizer a Josafá:
"Porquanto te aliaste com Acazias, o SENHOR despedaçou as tuas obras" (2 Cr 20.37).
E os navios se quebraram antes de sair para o mar (veja 2 Cr 20.35-37).
Até um rei temente a Deus, que tinha visto uma vitória tão grande, errou de novo, e no mesmo tipo de erro: se juntar com quem não amava o Senhor. E Deus, de novo, corrigiu. Josafá não era um herói perfeito. Era um homem que temia a Deus, errava, era corrigido e voltava. Ter vencido com oração não deixou Josafá livre para fazer o que quisesse depois: quem ora também precisa continuar obedecendo. Só um Rei nunca errou, e você vai conhecer esse Rei no fim desta lição.
V — Pedir crendo
Agora vamos voltar ao texto áureo:
"E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis" (Mt 21.22).
Quem disse isso foi Jesus, conversando com os discípulos no caminho para Jerusalém (veja Mt 21.18-22). Repare nas duas palavras que andam juntas nesse versículo: pedir e crer. Pedir sem crer é falar sozinho. Crer sem pedir é deixar Deus de fora. Josafá fez as duas coisas: pediu na frente de todo mundo e confiou antes de ver.
Mas atenção: crer não é usar a fé para obrigar Deus a fazer o que eu quero. A oração não é uma máquina em que a gente põe a fé de um lado e tira o presente do outro. Crer é confiar em Deus, na bondade e na vontade dEle. A Bíblia explica:
"E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve" (1 Jo 5.14).
Josafá não orou: "Eu tenho muita fé, então o Senhor tem que fazer o que eu mandar." Ele orou: "não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2 Cr 20.12). Ele confiou em Deus, e não na força da própria fé.
E Deus sempre ouve. Mas a resposta nem sempre é a que a gente imagina. Às vezes Deus diz sim. Às vezes diz não. E às vezes diz espere. Pense em quem cuida de você com amor: não dá tudo o que você pede, porque sabe que nem tudo faz bem. Jesus falou disso:
"Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?" (Mt 7.11).
O próprio Jesus, na noite antes da cruz, pediu ao Pai que, se fosse possível, passasse dEle aquele sofrimento. E terminou a oração entregando tudo à vontade do Pai (veja Mt 26.39). O Pai não tirou a cruz, e foi por meio dela que o mundo foi salvo. Deus sabia o que era bom.
Por isso a Bíblia nos ensina a orar sobre tudo, e sempre com gratidão:
"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças" (Fp 4.6).
Petições são pedidos. "Com ação de graças" quer dizer: agradecendo. Foi o que o povo de Judá fez quando agradeceu antes de a batalha começar.
❤ Para o coração da criança. Talvez você já tenha orado por uma coisa muito importante e ela não aconteceu. Talvez alguém que você ama ficou doente e não sarou. Isso não quer dizer que você teve pouca fé, nem que Deus não ouviu você. Deus ouviu. Ele está com você mesmo quando a resposta é diferente da que você queria, e Ele cuida de você. Se essa tristeza estiver pesando no seu coração, converse com seu pai, sua mãe, quem cuida de você ou a sua professora.
Cristo na lição
Naquele dia, em Jerusalém, Josafá ficou diante da casa de Deus e orou pelo povo inteiro. O povo não tinha força. O rei falou com Deus por eles.
Muitos anos depois veio outro Rei, muito maior que Josafá: Jesus. Ele também ora pelo seu povo, e não só por um dia. A Bíblia diz que Jesus está sempre falando com o Pai a favor de quem vem a Deus por meio dEle:
"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Hb 7.25).
Interceder é pedir a favor de outra pessoa. Jesus faz isso por você!
E tem mais. Existe uma batalha que nenhum de nós conseguia vencer: a batalha contra o pecado e a morte. Nessa, também, a peleja não era nossa. Jesus lutou no nosso lugar. Ele morreu na cruz pelos nossos pecados e, ao terceiro dia, ressuscitou. Nós não ganhamos essa vitória com a nossa força: recebemos de presente, quando cremos nEle.
É por causa de Jesus que nós podemos falar com Deus a qualquer hora, de qualquer lugar, sem medo:
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb 4.16).
E, quando a gente não sabe nem o que pedir, como Josafá, Deus também ajuda:
"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26).
Josafá orou e errou. Jesus orou e nunca errou. Josafá viu Deus vencer uma batalha. Jesus venceu a maior de todas, por nós. É nos olhos fixos nEle que a nossa oração começa.
Aplicação Prática
Ore primeiro, não por último. Quando aparecer um problema, uma prova difícil ou um medo, não deixe a oração para quando tudo já deu errado. Faça como Josafá: comece por ela.
Você pode contar o seu medo a Deus. Josafá teve medo e disse isso a Deus. Você também pode dizer: "Senhor, eu não sei o que fazer, mas eu olho para Ti." E, se o medo for por uma coisa séria, conte também a um adulto de confiança.
Ore e faça a sua parte. O povo de Judá orou e depois foi até o lugar que Deus mandou. Orar antes da prova não substitui estudar. Ore primeiro, e depois abra o caderno.
Agradeça antes de ver. O povo agradeceu antes da vitória. Você pode agradecer a Deus porque Ele ouviu, mesmo antes de saber qual vai ser a resposta.
Ouça quando for corrigido. Josafá ouviu o profeta e mudou de caminho. Quando alguém que ama você corrige você com amor, ouça.
Oração Final
Senhor, obrigado porque tu ouves a oração de quem olha para ti, e ouves a oração de criança também. Muitas vezes a gente não sabe o que fazer, e às vezes sente medo. Ensina cada criança desta classe a orar primeiro, e não por último, e a fazer a sua parte depois de orar. Ajuda a gente a confiar em ti quando a resposta for sim, quando for não e quando for espere, porque tu sabes o que é bom. Dá a cada um de nós um coração que ouve quando é corrigido. Guarda as crianças que estão com medo, e coloca perto delas adultos que cuidem delas. E obrigado por Jesus, que morreu e ressuscitou por nós, que venceu a batalha que a gente não podia vencer e que agora ora por nós. Os nossos olhos estão postos em ti. Em nome de Jesus, amém.
Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.
Perguntas Frequentes
Quem foi Josafá na Bíblia?+
Josafá foi rei de Judá, o reino do sul, e era filho do rei Asa. Reinou vinte e cinco anos em Jerusalém (2 Cr 20.31). Mandou levitas e sacerdotes ensinarem a lei do SENHOR em todas as cidades de Judá (2 Cr 17.9), errou ao se juntar com o rei Acabe e aceitou a correção de Deus. Quando três povos vieram atacar Judá, ele levou o povo a orar, e Deus deu a vitória. Na Almeida Corrigida Fiel o nome dele aparece escrito Jeosafá.
O que quer dizer "a peleja não é vossa, mas de Deus"?+
Peleja quer dizer batalha. Quando Judá não tinha força contra uma multidão enorme, Deus mandou dizer: "Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus" (2 Cr 20.15). Era Deus quem ia agir. O povo não ficou em casa: foi até o lugar que Deus mandou, confiou e louvou. Mas quem venceu foi o SENHOR.
O que significa Mateus 21.22? Deus dá tudo o que a gente pede?+
Na Almeida Corrigida Fiel o versículo diz: "E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis" (Mt 21.22). Crer é confiar em Deus, e não usar a fé para conseguir o que a gente quer. A Bíblia explica: "se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve" (1 Jo 5.14). Deus sempre ouve quem ora a Ele. Às vezes a resposta é sim, às vezes é não e às vezes é espere, porque Ele sabe o que é bom para os seus filhos (Mt 7.11).
Por que Josafá mandou os cantores na frente do exército?+
Porque ele acreditou no que Deus tinha falado. Antes de ver vitória nenhuma, ele pôs cantores na frente, louvando e dizendo: "Louvai ao SENHOR porque a sua benignidade dura para sempre" (2 Cr 20.21). O louvor não era uma técnica para ganhar guerra nem uma palavra mágica: era o jeito de o povo mostrar que confiava em Deus. Quem agiu foi o SENHOR (2 Cr 20.22).
Josafá errou alguma vez?+
Sim. Ele se juntou com Acabe, um rei que adorava ídolos, e o profeta Jeú, filho de Hanani, perguntou: "Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao SENHOR?" (2 Cr 19.2). Josafá ouviu e voltou a levar o povo para Deus (2 Cr 19.4). No fim da vida, errou de novo ao fazer sociedade com Acazias, rei de Israel, e os navios que construíram se quebraram (2 Cr 20.35-37). Até um rei temente a Deus errou, e Deus o corrigiu porque o amava. Só Jesus nunca errou.
O que a história de Josafá ensina para as crianças?+
Que orar é a primeira coisa a fazer quando a gente tem medo ou não sabe o que fazer, e não a última. Josafá disse a Deus: "não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2 Cr 20.12). A criança pode contar a Deus o seu medo, pedir ajuda, fazer a parte dela e confiar que Deus cuida, mesmo quando a resposta demora ou é diferente do que ela queria.
Guia do Professor
Essência da aula
Diante de três exércitos, Josafá teve medo e orou primeiro, dizendo a Deus que não sabia o que fazer; a batalha era de Deus, e orar crendo é confiar no Deus que sabe o que é bom, por meio de Jesus, que ora por nós.
Mapa da aula
| Tempo | Etapa |
|---|---|
| 0–5 min | Abertura — "o que você faz primeiro?" (o gancho) |
| 5–12 min | Ponto 1 — Um rei que ensinou e aceitou correção |
| 12–19 min | Ponto 2 — "Não sabemos o que faremos" |
| 19–26 min | Ponto 3 — A peleja é de Deus |
| 26–32 min | Dinâmica — "Nessa ordem" |
| 32–37 min | Ponto 4 — Pedir crendo, e Jesus, que ora por nós |
| 37–40 min | Amarração + desafio + oração |
Comece assim
Pergunte: "Quando aparece um problema bem grande, o que vocês fazem primeiro?" Dê exemplos para destravar: "uma prova de matemática amanhã", "um dever que você não entende", "um barulho estranho de noite". Deixe três ou quatro responderem. Vão aparecer coisas como "eu choro", "eu chamo a minha mãe", "eu tento sozinho", "eu finjo que não é comigo". Acolha todas, sem corrigir ninguém.
Então pergunte: "E quem aqui lembra de orar primeiro?" Seja honesto: diga que muita gente, inclusive adulto, só lembra de orar quando todo o resto já deu errado. Diga: "Hoje vamos conhecer um rei que viu três exércitos vindo contra ele. E a primeira coisa que ele fez foi orar. Vamos ver o que aconteceu?" Abra a Bíblia em 2 Crônicas 20.
Ponto 1 — Um rei que ensinou e aceitou correção
- Na revista: Explorando as Escrituras, os três primeiros parágrafos (Josafá sucede Asa, fortalece as fronteiras, manda sacerdotes e levitas ensinarem a lei, a aliança com Acabe e a repreensão do profeta Jeú), com a Fig. 8.1. Mais o Vocabulário (fronteiras, levitas, tributos) e o Você Sabia?.
- O que ensinar: Josafá tirou os ídolos e, mais que isso, mandou ensinar a Palavra em todas as cidades (2 Cr 17.9): uma escola bíblica que andava pelo país. Depois errou ao se juntar com Acabe, e Deus mandou o profeta Jeú, filho de Hanani, corrigi-lo (2 Cr 19.2). Compare com Asa, da lição 5: Asa prendeu o profeta que o corrigiu (2 Cr 16.10); Josafá ouviu e levou o povo de volta a Deus (2 Cr 19.4). Cuidado: deixe claro que este Jeú é profeta, e não o rei Jeú do domingo passado.
- Versículo-âncora (ACF): "E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do SENHOR; e foram a todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo" (2 Cr 17.9).
- Pergunta-chave: "Asa ficou com raiva da correção. Josafá ouviu. Por que é tão difícil ouvir quando alguém corrige a gente?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "dá vergonha", "a gente acha que está certo", "dá raiva". Aprofunde: "E o que acontece com quem nunca aceita correção?"
- Se ninguém falar: conte uma correção que você recebeu e que fez bem a você: de um pai, de um professor, de um irmão da igreja. Termine: "Na hora eu não gostei. Hoje eu agradeço."
Ponto 2 — "Não sabemos o que faremos"
- Na revista: Explorando as Escrituras, o quarto e o quinto parágrafos (moabitas, amonitas e edomitas se unem; o rei teme, reúne o povo no pátio do Templo e ora), e a pergunta 3 das Atividades.
- O que ensinar: Josafá teve medo, e a Bíblia não esconde (2 Cr 20.3). Medo não é pecado: o que importa é o que se faz com ele. Ele buscou a Deus primeiro e chamou o povo inteiro. A oração dele terminou admitindo fraqueza: não temos força, não sabemos o que fazer, nossos olhos estão em ti (2 Cr 20.12). E mostre 2 Cr 20.13: as crianças estavam lá, em pé diante de Deus.
- Versículo-âncora (ACF): "Ah! Nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2 Cr 20.12).
- Pergunta-chave: "Um rei dizer na frente de todo mundo 'eu não sei o que fazer'. Isso foi fraqueza ou coragem?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "fraqueza, rei tem que saber", "coragem, porque ele falou a verdade", "ele estava com medo". Aprofunde: "Vocês acham que dá para orar sem ter a resposta pronta?"
- Se ninguém falar: leia 2 Cr 20.13 e pergunte só: "Quem estava lá, além dos adultos?" Quando acharem "as crianças", diga: "Deus queria as crianças ali. Ele ouve a oração de vocês também."
Ponto 3 — A peleja é de Deus
- Na revista: Explorando as Escrituras, do sexto ao nono parágrafo (Jaaziel, a prostração e a gratidão, os cantores à frente, a confusão no exército inimigo), com as Fig. 8.2 e 8.3, e as frases da cruzadinha.
- O que ensinar: o Espírito do SENHOR veio sobre Jaaziel, e ele disse que a peleja (a batalha) não era do povo, mas de Deus (2 Cr 20.15). Judá nem precisaria lutar (2 Cr 20.17), mas foi até o lugar que Deus mandou. O povo adorou e agradeceu antes de ver a vitória (2 Cr 20.18,19). No dia seguinte, os cantores foram na frente, dizendo que a bondade de Deus dura para sempre (2 Cr 20.21), e o SENHOR agiu (2 Cr 20.22). Termine no vale de Beraca, o "vale da bênção" (2 Cr 20.26). Duas travas: (1) o louvor não foi técnica mágica: o povo cantou porque confiou no que Deus já tinha falado; (2) sobre o fim dos inimigos, diga só que eles ficaram confusos e lutaram uns contra os outros, e que quem agiu foi Deus, não o povo. Nada de descrever mortos, e nada de tom de "vamos enfrentar os inimigos".
- Versículo-âncora (ACF): "E disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá; assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus" (2 Cr 20.15).
- Pergunta-chave: "Por que vocês acham que Josafá mandou os cantores na frente, e não os soldados?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "porque Deus mandou", "porque eles confiavam em Deus", "para assustar o inimigo", "porque cantar dá sorte". Aprofunde: "Se a gente cantar um louvor, o problema vai embora sozinho?" (Deixe a turma pensar e conduza para: quem resolve é Deus, e louvar é confiar nEle.)
- Se ninguém falar: pergunte: "O que quer dizer peleja?" Escreva no quadro: PELEJA = BATALHA. Depois leia de novo o fim de 2 Cr 20.15 trocando a palavra: "a batalha não é vossa, mas de Deus".
Dinâmica
- Objetivo: perceber a ordem do que Josafá fez (orar, ouvir a Palavra, agradecer, ir até o lugar) e que orar primeiro não substitui fazer a própria parte.
- Materiais: quatro folhas grandes escritas, uma em cada: ORAR, OUVIR O QUE DEUS DIZ, AGRADECER, FAZER A MINHA PARTE. Fita crepe. Giz ou pincel.
- Passo a passo: (1) Cole as quatro folhas fora de ordem no quadro. (2) Conte a situação: "A Bia tem prova de matemática amanhã e está com medo. O que ela faz primeiro?" (3) A turma inteira decide junto a ordem, por votação de mão levantada ou conversando; quem quiser ajudar pode mudar uma folha de lugar. Ninguém responde sozinho e não há equipe que ganha ou perde. (4) Depois, abra 2 Crônicas 20 e montem juntos a ordem de Josafá: ORAR (v. 3-12), OUVIR O QUE DEUS DIZ (v. 14-17, Jaaziel), AGRADECER (v. 18,19, antes da vitória) e FAZER A MINHA PARTE (v. 20, eles saíram de manhã cedo para o lugar que Deus mandou). (5) Volte à Bia: "Ela ora primeiro. Lê a Palavra. Agradece porque Deus ouviu. E depois... abre o caderno e estuda!"
- Amarração (volta ao texto): "Josafá não orou e ficou deitado em casa. Ele orou, ouviu Deus, agradeceu e foi para onde Deus mandou. Quem venceu foi Deus (2 Cr 20.15), mas o povo obedeceu. Orar primeiro não é preguiça: é saber em Quem confiar antes de começar."
Ponto 4 — Pedir crendo, e Jesus, que ora por nós
- Na revista: o Memorizando, com a Reflexão, e a caixa Objetivo ("ressaltar que as vitórias do povo de Deus estão associadas a uma vida de oração"). O fechamento em Jesus é o que você conduz.
- O que ensinar: leia o texto áureo devagar. Pedir e crer andam juntos. Crer é confiar em Deus e na vontade dEle (1 Jo 5.14), e não usar a fé para conseguir o que se quer. Deus sempre ouve, e a resposta pode ser sim, não ou espere, porque Ele sabe o que é bom (Mt 7.11). Depois, Jesus: Ele vive para interceder por nós (Hb 7.25), venceu na cruz a batalha que era impossível para nós e, por causa dEle, podemos chegar a Deus com confiança (Hb 4.16).
- Versículo-âncora (ACF): "E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis" (Mt 21.22).
- Pergunta-chave: "Se eu orar com muita fé por uma bicicleta nova, Deus tem que me dar?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "tem, porque o versículo diz tudo", "não, Deus sabe o que é bom", "depende". Aprofunde: "Josafá pediu um palácio ou pediu socorro? E o que ele disse no fim da oração?" (Os nossos olhos estão postos em ti.)
- Se ninguém falar: pergunte: "Quem aqui já pediu uma coisa para a mãe ou para o pai e ouviu 'não' ou 'agora não'? Eles fizeram isso porque não amavam você?" A turma vai entender sozinha que um "não" também pode ser cuidado.
Se a criança perguntar
(Nesta faixa a pergunta vem simples e direta. Responda simples e direto, sem sermão.)
- Pergunta: "Se eu orar crendo, Deus vai me dar tudo o que eu pedir?" Resposta curta: Deus sempre ouve. Mas crer é confiar nEle, e não mandar nEle. Às vezes Ele diz sim, às vezes diz não e às vezes diz espere, porque sabe o que é bom para você (Mt 7.11). A Bíblia diz que Ele nos ouve quando pedimos "segundo a sua vontade" (1 Jo 5.14).
- Pergunta: "Eu orei e não aconteceu. Foi porque eu não tive fé suficiente?" Resposta curta: Não. Deus ouviu você. Até Jesus pediu uma coisa ao Pai e entregou tudo à vontade dEle (Mt 26.39). Quando a resposta é diferente, Deus continua com você e cuida de você. (Professor: se a criança estiver falando de alguém que adoeceu ou morreu, acolha com calma, sem explicar demais e sem pedir detalhes na frente da turma; converse depois da aula e avise a família ou a liderança.)
- Pergunta: "Se Deus vai resolver, eu não preciso fazer nada?" Resposta curta: Precisa sim. O povo de Judá orou e depois foi até o lugar que Deus mandou (2 Cr 20.20). Você ora antes da prova e depois estuda. Quem vence é Deus, mas a gente obedece.
- Pergunta: "Se a gente cantar louvor, os problemas vão embora?" Resposta curta: Louvar não é palavra mágica. O povo cantou porque confiou no que Deus tinha prometido. Quem resolveu foi Deus. Louvar é dizer "eu confio em Ti", mesmo antes de ver a resposta.
- Pergunta: "Deus matou os inimigos? Ninguém escapou?" Resposta curta: A Bíblia conta que os inimigos ficaram confusos e lutaram uns contra os outros, e que quem agiu foi Deus, o Juiz justo (2 Cr 20.22,23). O povo de Judá não lutou. A história não é para a gente querer o mal de ninguém: Jesus ensinou a orar até pelos inimigos (Mt 5.44).
- Pergunta: "Posso falar para Deus que estou com medo?" Resposta curta: Pode e deve. Josafá teve medo e falou com Deus na frente de todo mundo (2 Cr 20.3,12). E, se o medo for por alguma coisa séria que está acontecendo com você, conte também a um adulto de confiança.
Amarração + desafio da semana
- Amarração: aponte para as quatro folhas da dinâmica. "Josafá teve medo, mas não escondeu: levou o medo para Deus, antes de tudo. Disse: eu não sei o que fazer, mas os meus olhos estão em ti. E Deus mostrou que a batalha era dEle. Jesus é o Rei que nunca errou, que venceu na cruz a batalha que a gente não podia vencer, e que agora ora por nós. Por causa dEle, você pode orar a qualquer hora. Orar não é o que a gente faz quando acaba o plano. Orar é o plano."
- Desafio: Ore primeiro, como Josafá: nesta semana, antes de começar cada coisa difícil, pare e ore antes de qualquer outra coisa. Pode ser um dever que você não entende, uma prova, uma conversa difícil ou um medo. Diga a Deus com as suas palavras, como Josafá: "Senhor, eu não sei o que fazer, mas os meus olhos estão em ti." Depois, faça a sua parte: estude, faça o dever, peça ajuda a um adulto se precisar. Num papel, faça uma tabela com três colunas: DIA, A COISA DIFÍCIL e OREI PRIMEIRO?, e marque um X cada vez que você orou antes de começar. Tente marcar pelo menos três vezes na semana. Na última linha, escreva uma coisa pela qual você agradece a Deus, mesmo antes de ver a resposta. (Professor: abra a próxima aula pedindo os papéis: "quem orou primeiro? como foi?". Ninguém precisa ler em voz alta qual era a coisa difícil, e quem marcou poucos X ou nenhum não fica de fora: recomeça nesta semana. Lembre a turma que Deus pode ter respondido sim, não ou espere, e que tudo isso vale contar. Se uma criança escrever algo sério, como medo de alguém ou algo que acontece em casa, agradeça a confiança, não exponha e leve ao pastor ou à liderança no mesmo dia.)
Kit do professor
- Antes: leia 2 Crônicas 17, 19 e 20 inteiros no sábado, em voz alta. Leia também 2 Crônicas 16.7-10, para lembrar como Asa recebeu a correção do profeta Hanani. Prepare as quatro folhas da dinâmica e algumas folhas em branco para o desafio da semana.
- Leve: Bíblia ACF, as quatro folhas da dinâmica, fita crepe, giz ou pincel, folhas em branco e lápis. Instrumentos de percussão são opcionais (veja o Memorizando, abaixo).
- Ore antes: peça a Deus por cada criança: pela que está com medo de alguma coisa e não contou a ninguém; pela que orou por alguém doente e não viu a cura, para que ela não saia da aula achando que teve pouca fé; pela que vive numa casa onde ninguém ora; e pela que precisa aprender a ouvir correção. E peça para você mesmo a coragem de dizer a Deus, como Josafá: "eu não sei o que fazer, mas os meus olhos estão em ti".
- Sobre o texto áureo da revista: a revista imprime "Se crerem, receberão tudo o que pedirem em oração". Na Almeida Corrigida Fiel o versículo diz: "E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis" (Mt 21.22). É o mesmo texto em outra tradução. Use a ACF no quadro e no Memorizando, a mesma que está no site, e, se um aluno notar a diferença, explique em dez segundos e siga.
- O áureo sem prosperidade: Mt 21.22 é o versículo que mais se usa para ensinar que fé "obriga" Deus a dar o que a gente quer. Não ensine assim. Crer é confiar no Deus que sabe o que é bom, e a resposta pode ser sim, não ou espere (1 Jo 5.14; Mt 7.11). Na Conversa de Professor, a revista diz que "a oração é a chave da vitória": ensine que a oração é o caminho até Deus, e que a vitória vem dEle, não de uma chave que a gente gira.
- Jeosafá ou Josafá: a revista escreve Josafá; a ACF escreve Jeosafá. É o mesmo rei. Fale Josafá, como na revista, e avise a turma quando lerem a Bíblia.
- Dois Jeús, dois Acazias: o profeta Jeú, filho de Hanani (2 Cr 19.2), não é o rei Jeú da lição 7. E o Acazias de 2 Cr 20.35 é o rei de Israel, filho de Acabe, e não o Acazias rei de Judá que apareceu na lição 7. Se alguma criança fizer a ligação, explique em uma frase: nomes iguais, pessoas diferentes.
- A ordem das lições: a lição 7 contou Jeú, que veio depois de Acabe; esta lição volta alguns anos, porque Josafá reinou em Judá no mesmo tempo de Acabe em Israel. Se a turma estranhar, desenhe no quadro duas colunas, ISRAEL (norte) e JUDÁ (sul), e escreva Acabe de um lado e Josafá do outro, na mesma altura.
- Os sacerdotes com trombetas: a revista diz que os sacerdotes com trombetas foram à frente do exército. No texto, quem vai à frente são os cantores (2 Cr 20.21); as trombetas aparecem na volta a Jerusalém (2 Cr 20.28). Não precisa corrigir a revista na frente da turma: basta contar como está na Bíblia.
- Sobre os navios quebrados (2 Cr 20.35-37): estão no fim da leitura e a revista não conta. Se der tempo, ou se alguém ler em casa e perguntar, seja honesto: até um rei temente a Deus errou de novo, e Deus o corrigiu. Isso ajuda a turma a não transformar Josafá num herói perfeito.
- Sobre as leituras da semana: a revista traz Mt 7.7,8; 1 Ts 5.17; Is 66.24; Sl 116.1; Sl 46.1 e Sl 100.4. Atenção a Isaías 66.24: esse versículo não fala de Deus respondendo à oração, e sim do juízo de Deus sobre os rebeldes. Provavelmente a revista quis indicar outro texto de Isaías sobre Deus ouvir antes de clamarem; confira na sua Bíblia antes de ler para a turma e, na dúvida, pule esse. As outras cinco leituras combinam bem com a lição.
- Memorizando, sem disputa: a revista sugere dividir a turma em dois grupos com instrumentos de percussão e dar vitória ao grupo que recitar certo. Faça os dois grupos recitarem juntos, um de cada vez e depois todos, marcando o ritmo com o instrumento ou com palmas, e sem grupo vencedor. Se não houver instrumento, palmas resolvem. Se for fazer chocalho com copo e grãos, feche bem com fita e não deixe grãos soltos pela sala.
- Sala do Professor — a tabela da oração: a ideia é ótima e conversa com o desafio da semana. Cuidados: cada criança escreve no próprio papel e decide o que compartilha; o pedido do colega ao lado entra só se o colega quiser contar; e você não lê pedidos em voz alta sem pedir licença. Ao orar no fim da aula, ore pelos pedidos de forma geral ("por todos os pedidos desta turma"), sem expor ninguém. Se um pedido revelar algo sério, siga o cuidado de sempre: acolha, não exponha e leve à liderança no mesmo dia.
- Você Sabia?: a revista diz que o nome de Josafá aparece 79 vezes na Bíblia. A conta muda conforme a tradução, porque algumas Bíblias, como a ACF, escrevem Jeosafá; por isso, diga apenas que o nome dele aparece muitas vezes. Os 25 anos de reinado estão em 2 Cr 20.31.
- "Últimos dias": a Conversa de Professor fala que vivemos os últimos dias da igreja. Se for mencionar, faça com esperança, sem assustar a turma: Jesus vai voltar, e quem está com Ele não precisa ter medo.
Lição de Casa
Sua missão da semana
Ore primeiro, como Josafá: nesta semana, antes de começar cada coisa difícil, pare e ore antes de qualquer outra coisa. Pode ser um dever que você não entende, uma prova, uma conversa difícil ou um medo. Diga a Deus com as suas palavras, como Josafá: "Senhor, eu não sei o que fazer, mas os meus olhos estão em ti." Depois, faça a sua parte: estude, faça o dever, peça ajuda a um adulto se precisar. Num papel, faça uma tabela com três colunas: DIA, A COISA DIFÍCIL e OREI PRIMEIRO?, e marque um X cada vez que você orou antes de começar. Tente marcar pelo menos três vezes na semana. Na última linha, escreva uma coisa pela qual você agradece a Deus, mesmo antes de ver a resposta.
Por quê
Quando três exércitos vieram contra Judá, a primeira coisa que Josafá fez foi buscar a Deus: "Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR" (2 Cr 20.3). E ele orou: "não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2 Cr 20.12). Orar primeiro é pôr os olhos em Deus antes de tudo, e confiar nEle seja qual for a resposta.
Como saber que você fez
A sua tabela tem pelo menos três X na coluna "orei primeiro?" e uma linha de agradecimento. Se tem, você fez. Se esqueceu algum dia, recomece no outro: Deus continua ouvindo.
Domingo, volte com a história
Traga a sua tabela e conte, se quiser, uma vez em que você orou primeiro e o que aconteceu, mesmo que a resposta tenha sido "não" ou "espere". Ninguém precisa dizer qual era a coisa difícil. Domingo, volte com a história.
















